A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu postergar a utilização do termo “TariFlávio” para desgastar o senador Flávio Bolsonaro (PL) em meio às eleições. O apelido foi criado para associar o senador ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, mas a prioridade atual é explorar a relação do senador com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Foco inicial na propaganda eleitoral
Na estreia do horário eleitoral, marcada para o próximo sábado, a campanha de Lula pretende concentrar-se em apresentar as realizações do governo e abordar o episódio “DarkHorse”, considerado mais relevante no momento. Com o maior tempo de propaganda entre os candidatos, o petista busca consolidar sua imagem antes de explorar o “TariFlávio”.
Origem do “TariFlávio” e sua exploração nas redes
O termo “TariFlávio” foi criado pelo PT durante o aumento das tarifas norte-americanas e tem sido utilizado nas redes sociais para desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro. O partido preparou diferentes abordagens para o caso, dependendo do desfecho das negociações sobre as tarifas, com a defesa da soberania nacional como um dos temas centrais da disputa eleitoral.
Contexto histórico e críticas internas
O episódio remonta a 2025, quando Eduardo Bolsonaro apoiou o primeiro aumento tarifário anunciado por Trump, acreditando que a pressão econômica poderia favorecer a anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A posição foi criticada por aliados da direita, incluindo Tarcísio de Freitas e o próprio Flávio Bolsonaro.
Estratégia de comunicação do governo
Desde o segundo semestre de 2025, sob o comando de Sidônio Palmeira, ministro da Secom, o governo tem utilizado a palavra “soberania” como um dos pilares de sua comunicação. Essa estratégia ajudou a melhorar a percepção pública sobre a gestão de Lula, elevando sua aprovação para 51%.
Viagem de Flávio aos EUA e negociações tarifárias
A campanha também pretende explorar a recente viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, onde participou de uma audiência pública promovida pelo USTR. Na ocasião, o senador pediu o adiamento da tarifa de 25% para após as eleições e defendeu uma negociação com um eventual governo liderado por ele.
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Fonte: poder360.com.br
