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Grupo Pontal-thopen busca recuperação judicial com dívida de R$ 4,6 bilhões

Grupo Pontal-thopen busca recuperação judicial com dívida de R$ 4,6 bilhões

O Grupo Pontal-Thopen entrou com pedido de recuperação judicial, enfrentando um passivo de R$ 4,56 bilhões. A decisão segue uma tentativa fracassada de negociação com credores. A empresa, que opera no mercado livre e possui diversos ativos de geração distribuída, enfrenta uma crise de liquidez devido ao descasamento entre a operação de projetos e o pagamento das dívidas contraídas, além de altos custos de crédito e atrasos na conexão de usinas à rede.

Pedido de recuperação judicial na Justiça

O pedido foi apresentado à 6ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, buscando converter uma tutela cautelar anterior em recuperação judicial. Essa medida havia suspendido cobranças para permitir negociações com credores, mas não houve avanços significativos. Credores passaram a buscar vencimentos antecipados e a executar garantias, agravando a situação financeira do grupo.

Detalhamento das dívidas e estrutura financeira

O passivo total de R$ 4,56 bilhões inclui R$ 2,29 bilhões em passivo votante, majoritariamente créditos quirografários, e R$ 2,27 bilhões em créditos entre empresas do grupo. A crise está ligada à estrutura de financiamento dos projetos de geração e à dificuldade de geração de caixa conforme o previsto. A manutenção da Selic em nível elevado também encareceu a rolagem das dívidas, restringindo o acesso a financiamentos de longo prazo.

Disputa com antigos controladores

O grupo também está envolvido em uma disputa com antigos controladores, a RZK, por inconsistências nas informações prestadas durante a aquisição da Thopen. O fundo Denham Capital, atual controlador, alega que R$ 300 milhões de um aporte foram usados para cobrir passivos anteriores, contrariando o objetivo de desenvolver novos projetos. Em resposta, uma arbitragem foi iniciada contra acionistas minoritários.

Risco de efeito cascata financeiro

A deterioração do caixa tornou-se evidente quando o grupo não conseguiu pagar uma dívida de R$ 184 milhões com a XP Investimentos e o fundo Scorpio. Um acordo temporário foi alcançado para postergar a cobrança. Além disso, o controlador emprestou R$ 11,5 milhões para manter as operações, mas as medidas foram insuficientes. O grupo busca proteção judicial contra a execução de garantias e acionamento de cláusulas de vencimento antecipado.

Apesar das dificuldades, a empresa afirma estar focada em seu processo de reorganização financeira e operando normalmente, mantendo compromissos com clientes e colaboradores. O objetivo é tornar a companhia mais resiliente e preparada para os desafios do setor.

Para mais informações sobre o contexto econômico e financeiro, visite a CNN Brasil.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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