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Infraestrutura precária no Grande Recife afeta ciclistas, especialmente mulheres e crianças

Infraestrutura precária no Grande Recife afeta ciclistas, especialmente mulheres e crianças

Um estudo recente da Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife (Ameciclo) revela que a falta de infraestrutura para ciclistas na Região Metropolitana do Recife (RMR) impacta severamente mulheres e crianças. A pesquisa destaca a resiliência dos ciclistas que enfrentam riscos diários devido à ausência de ciclovias seguras, com um enfoque particular na vulnerabilidade de mulheres e crianças.

Desigualdade de gênero e segurança viária

A pesquisa “Contagem de Ciclistas 2026” da Ameciclo aponta a desigualdade de gênero no espaço urbano, onde a falta de ciclovias segregadas empurra as mulheres para situações perigosas ou as torna invisíveis. A presença feminina é um indicador da qualidade e segurança de um ambiente viário, refletindo a necessidade de infraestrutura adequada para garantir a segurança de todos.

Diferenças entre municípios da RMR

Os dados mostram disparidades significativas entre os municípios da RMR. Em Ipojuca e na Ilha de Itamaracá, a bicicleta é parte da vida comunitária, enquanto em Moreno e Camaragibe, ambientes hostis afastam as mulheres das ruas. Em Jaboatão dos Guararapes, o número de viagens femininas evidencia a demanda por ciclismo, mesmo sob condições de alto risco.

Impacto na mobilidade familiar

A bicicleta desempenha um papel vital na mobilidade familiar na RMR, frequentemente substituindo veículos motorizados. Em Ipojuca, 7% das viagens incluem caronas, principalmente de crianças. No entanto, em locais como Camaragibe e Abreu e Lima, a baixa incidência de caronas destaca o medo de acidentes e a violência viária, afetando principalmente mulheres responsáveis pelo transporte de dependentes.

Reflexo de um desenho urbano inadequado

A pesquisa conclui que a exclusão das ciclistas não é uma falha individual, mas sim um reflexo de um desenho urbano que não oferece proteção. Onde a infraestrutura é deficiente, ciclistas são forçados a adotar estratégias de sobrevivência, como pedalar na contramão ou sobre calçadas, para evitar acidentes em um tráfego agressivo.

Os municípios analisados incluem Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Paulista, Moreno, Abreu e Lima, Igarassu, Itapissuma, Ilha de Itamaracá, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca.

Para mais informações sobre o estudo, acesse a fonte original.

Fonte: jc.uol.com.br

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