A LATAM Airlines Brasil anunciou uma significativa expansão de sua malha aérea internacional no Nordeste, com foco em fortalecer conexões com a Europa e atender à crescente demanda de turistas argentinos. A estratégia envolve a consolidação de Fortaleza como principal hub da região e a introdução de rotas sazonais durante a alta temporada de verão.
Fortalecimento de Fortaleza como hub europeu
A partir de outubro de 2026, a rota entre Fortaleza e Lisboa será ampliada, passando de três para quatro frequências semanais. Durante o período de novembro de 2026 a março de 2027, a frequência aumentará para cinco voos semanais. Essa expansão reflete a aposta da LATAM no potencial do mercado europeu, que tem mostrado crescimento significativo.
Reestruturação de rotas e foco estratégico
Para viabilizar o crescimento em mercados de maior potencial, a LATAM deixará de operar voos de Fortaleza para Santiago e Miami a partir de outubro de 2026. Segundo Eduardo Macedo, Head de Assuntos Públicos da LATAM Airlines Brasil, essas mudanças reforçam a confiança da companhia no Nordeste como um polo estratégico de turismo e desenvolvimento.
Crescimento do turismo europeu no Brasil
O aumento da conectividade com a Europa acompanha o bom momento do turismo europeu no Brasil. Dados da Embratur indicam um crescimento de 20% no número de visitantes europeus em 2025, o melhor desempenho desde 2014. O presidente da Embratur, Bruno Reis, destacou que as novas operações estão alinhadas com as metas de ampliar a conectividade e diversificar os portos de entrada do turismo internacional.
Ofensiva no mercado argentino
Além da Europa, a LATAM planeja uma forte atuação no mercado argentino durante a alta temporada de verão, entre 15 de dezembro de 2026 e 28 de fevereiro de 2027. Serão lançados voos diretos de Natal e Maceió para Buenos Aires, com três frequências semanais cada. A rota Recife-Buenos Aires também será ampliada, passando de uma para quatro frequências semanais.
O aumento de voos responde ao crescimento expressivo de turistas argentinos no Brasil, que ultrapassou 3 milhões em 2025, um aumento de 80% em relação ao ano anterior.
Fonte: jc.uol.com.br
