Descrito como um “hacker automatizado”, o Claude Mythos pode analisar códigos, identificar falhas e sugerir formas de exploração em uma velocidade e escala sem precedentes. A tecnologia, ainda em versão preview, já superou especialistas humanos na detecção de vulnerabilidades, incluindo falhas que passaram despercebidas por décadas.
Segundo a Anthropic, equipes especializadas conseguiram localizar mais de 10 mil vulnerabilidades de alta gravidade, incluindo mais de 6 mil em projetos de código aberto. A ferramenta também encontrou falhas em sistemas operacionais e navegadores amplamente utilizados.
O Claude Mythos foi tema de discussões no Fundo Monetário Internacional (FMI), destacando a preocupação do setor financeiro, que opera sistemas complexos e muitas vezes obsoletos. A IA oferece uma janela estreita para correção de falhas, aumentando a pressão sobre bancos e reguladores para reforçar suas defesas.
Antes do Mythos, a detecção de brechas exigia hackers humanos altamente qualificados, uma tarefa limitada por tempo e recursos. Agora, a IA realiza o mesmo trabalho em minutos, operando em vários sistemas simultaneamente.
A Anthropic concedeu acesso ao Mythos para 12 grandes empresas de tecnologia e mais de 40 fabricantes de software de infraestrutura crítica, além de 150 instituições nos setores de energia, água, saúde e comunicações. Isso reflete a necessidade urgente de proteger infraestruturas críticas contra possíveis ataques cibernéticos.
Especialistas alertam que a capacidade do Mythos de encontrar vulnerabilidades em camadas compartilhadas de infraestrutura, como provedores de nuvem e bibliotecas de código aberto, representa um risco significativo. A colaboração entre empresas de tecnologia e reguladores será essencial para mitigar essas ameaças.
Com a evolução contínua da IA, a segurança cibernética deve se adaptar rapidamente para enfrentar novos desafios, garantindo a proteção de dados e sistemas críticos em todo o mundo.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
