Os preços do milho no Brasil caíram para o menor nível em oito meses, com os compradores afastados do mercado à vista e a colheita da segunda safra apenas começando. Este cenário tem pressionado as cotações, refletindo a dinâmica atual do mercado agrícola.
Preços em queda e cenário atual
Na última quarta-feira, o preço do milho fechou em R$64,51 por saca de 60 kg, o menor valor desde 1º de outubro, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A queda é influenciada pela presença de estoques suficientes para o consumo de curto prazo e pela redução dos preços internacionais, que afetam a paridade de exportação.
Impacto regional e colheita
As regiões produtoras, especialmente no Centro-Oeste, estão registrando quedas mais acentuadas. No Mato Grosso, por exemplo, a desvalorização foi de 3,2% em Sorriso, com o preço da saca a R$43,91. Em Rio Verde e Chapadão do Sul, as quedas foram de 1% no mesmo período.
Expectativas dos vendedores
Os vendedores que não precisam liberar espaço nos armazéns estão limitando as negociações, aguardando possíveis sustentações nos valores. As expectativas se baseiam na previsão de menor produção em 2025/26 e nos impactos climáticos, como seca e geadas, que podem afetar a produtividade em regiões como Goiás e Paraná.
Produção e perspectiva futura
A safra 2025/26 é projetada como a segunda maior da história do Brasil, com mais de 140 milhões de toneladas, conforme estimativas da Conab. Este cenário mantém o mercado atento às condições climáticas e à evolução da colheita.
Mercado de soja em contraste
Enquanto o mercado de milho enfrenta quedas, o mercado de soja apresenta alta liquidez devido ao forte ritmo de exportações e à demanda interna aquecida. Mesmo com a safra recorde, os preços da soja caíram apenas 0,7% no período analisado, mostrando uma resistência maior diante das condições favoráveis para a oferta global.
Para mais informações sobre o mercado agrícola, acesse a Cepea.
Fonte: cnnbrasil.com.br
