Os Estados Unidos passaram a classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) a partir desta sexta-feira. Essa decisão segue o anúncio do Departamento de Estado americano em maio, quando as facções foram designadas como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGT).
Impactos das novas classificações
A classificação como SDGT, vigente desde maio, bloqueia bens e interesses das facções sob controle de entidades americanas. Já a designação de FTO, prevista na Lei de Imigração e Nacionalidade, torna crime federal fornecer “apoio material” aos grupos. Essas medidas permitem o congelamento de ativos, proíbem transações e vetam a entrada de integrantes nos EUA, que podem ser deportados.
Reações do governo americano e brasileiro
A porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, afirmou que o governo Trump pretende eliminar as facções. O governo brasileiro, por sua vez, não espera prejuízos imediatos à economia, mas teme intervenções unilaterais dos EUA em solo brasileiro sob o pretexto de combate ao terrorismo.
Opinião pública brasileira
Segundo levantamento da AtlasIntel, 53,1% dos brasileiros apoiam a classificação das facções como terroristas, enquanto 44,7% desaprovam. A população está dividida sobre os efeitos dessa medida na soberania nacional e no combate ao crime.
Divisão entre forças de segurança
Entre policiais e investigadores, a medida gera opiniões divergentes. Alguns acreditam que a classificação ajudará no combate ao crime, enquanto outros veem riscos à soberania e à segurança nacional.
Contexto internacional
Com a decisão, PCC e CV se juntam a uma lista de mais de 90 organizações classificadas como terroristas pelos EUA, ao lado de grupos como Hamas, Hezbollah e Al Qaeda. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla para combater o narcotráfico na região.
Fonte: cnnbrasil.com.br
