A safra de cana-de-açúcar de 2025/2026 nas regiões Norte e Nordeste do Brasil registrou uma queda de 2% na moagem, totalizando 55,9 milhões de toneladas até 30 de abril. Este declínio ocorre em um contexto de priorização da produção de etanol, devido a fatores econômicos e tarifários.
Produção de etanol predomina na safra
Do total de cana processada, 55,2% foram destinados à produção de etanol. Segundo a Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), essa escolha foi influenciada pelas tarifas americanas que afetaram a competitividade do açúcar. No Norte, a moagem caiu 5,5%, enquanto no Nordeste a redução foi de 1,4%.
Impactos econômicos e estratégicos
O presidente da NovaBio, Renato Cunha, destacou que a safra foi marcada por uma estratégia de aumentar a produção de etanol, em resposta às condições de mercado. A produção de açúcar caiu 15,8%, enquanto o etanol registrou um aumento significativo, atingindo 3,017 milhões de metros cúbicos.
Detalhes da produção de etanol
O etanol de cana apresentou variações: o anidro cresceu 7,9%, enquanto o hidratado teve uma leve queda de 1,4%. O etanol de milho manteve-se estável, com um total de 732 mil metros cúbicos produzidos.
Estoque e perspectivas futuras
Até o final de abril, o estoque de etanol totalizou 138 mil metros cúbicos, uma redução de 23,89% em relação ao ano anterior. Essa diminuição reflete a alta demanda e o consumo crescente de biocombustíveis no mercado interno.
Para mais informações sobre a produção de etanol e suas implicações econômicas, consulte fontes confiáveis como o site da CNN Brasil.
Fonte: cnnbrasil.com.br
