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Trabalho doméstico no Brasil: desafios e injustiças persistentes

Trabalho doméstico no Brasil: desafios e injustiças persistentes

O trabalho doméstico no Brasil continua a ser um campo marcado por informalidade, abusos e, em alguns casos, condições análogas à escravidão. Histórias como as de Damiana e Rosilene revelam a dura realidade enfrentada por muitas trabalhadoras, que lidam com jornadas exaustivas e falta de direitos básicos.

Realidade do trabalho doméstico no Brasil

O trabalho doméstico é uma realidade para milhões de brasileiros, abrangendo funções que vão além do imaginário comum, como babás, cuidadores de idosos e jardineiros. Apesar de sua importância, a formalização no setor é baixa, com apenas 24,61% dos trabalhadores tendo carteira assinada em 2025, segundo dados do IBGE.

Desigualdade de gênero e abusos

As mulheres representam a maioria no trabalho doméstico, muitas vezes enfrentando abusos disfarçados de vínculos afetivos. Essa “coisificação” das trabalhadoras é um fenômeno comum, onde são tratadas como objetos sem direitos. O preconceito e a discriminação são barreiras adicionais que dificultam a busca por dignidade e respeito.

Impactos psicológicos e emocionais

O desvio de função e a informalidade geram ansiedade e baixa autoestima entre as trabalhadoras. A psicóloga Késia Oliveira destaca que a manipulação emocional, como a ideia de ser “quase da família”, serve para mascarar a exploração e impedir que as trabalhadoras reivindiquem seus direitos.

Legislação e desafios na proteção dos direitos

A PEC das Domésticas, aprovada em 2013, foi um avanço na legislação trabalhista, mas a realidade ainda é de violações frequentes. Casos como o de Damiana, que enfrentou assédio moral e sobrecarga de trabalho, mostram que a aplicação das leis precisa ser reforçada para garantir a proteção efetiva das trabalhadoras.

Apesar dos avanços legais, a luta por reconhecimento e direitos continua, exigindo esforços de toda a sociedade para mudar essa realidade.

Para mais informações sobre os direitos dos trabalhadores domésticos, consulte a página do IBGE.

Fonte: jc.uol.com.br

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