Essas baterias utilizam água misturada com sais como eletrólito para transportar íons, o que as torna mais seguras, já que a água não é inflamável. Além disso, são mais econômicas do que as baterias que usam compostos químicos orgânicos. Contudo, o uso de substâncias corrosivas em algumas versões exige cuidado no descarte, pois pode comprometer a segurança ambiental.
O principal desafio das baterias de água está na química que conduz os íons. Muitas utilizam ácido sulfúrico ou hidróxido de potássio, que corroem os eletrodos e reduzem a vida útil do dispositivo. Pesquisadores da China e de Hong Kong desenvolveram uma solução inovadora: um eletrólito de pH neutro que evita reações indesejadas, permitindo o descarte seguro conforme normas internacionais.
O estudo publicado na Nature Communications destaca que a nova bateria, utilizando cloreto de magnésio ou cálcio, completou 120 mil ciclos de carga, mantendo 72,67% da capacidade original. Isso representa uma durabilidade cerca de dez vezes maior do que as baterias de lítio. A segurança e a não inflamabilidade do eletrólito são pontos fortes dessa tecnologia.
O desempenho aprimorado deve-se ao ânodo feito de Hex-TADD-COP, um polímero com ligações químicas que facilitam o transporte de íons. Este material é eficaz em eletrólitos neutros e reduz a degradação dos eletrodos, permitindo que a bateria opere quase exclusivamente com íons de magnésio e cálcio, para os quais foi projetada.
Com a promessa de durabilidade e descarte seguro, as baterias de água podem redefinir os padrões de sustentabilidade no armazenamento de energia. No entanto, a adaptação para aplicações em veículos e dispositivos móveis ainda requer melhorias na densidade de energia e na eficiência de carga.
Para mais informações sobre avanços em tecnologia de baterias, consulte a Nature Communications.
Fonte: cnnbrasil.com.br
