O candidato à Presidência, Augusto Cury, do partido Avante, manifestou críticas ao recente reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante um debate presidencial, Cury acusou Lula de usar o aumento do benefício como uma estratégia para angariar votos, destacando que a medida foi anunciada a apenas duas semanas das eleições.
Cury questiona timing do reajuste
Em sua fala, Cury destacou a importância do Bolsa Família, mas questionou o momento escolhido para o aumento. Ele argumentou que a decisão de reajustar o benefício em 15,04%, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691, foi uma estratégia eleitoral. “Por que não aumentar antes? E por que não elevar para R$ 900?”, indagou Cury, sugerindo que os beneficiários deveriam receber um valor mais significativo, mas não em um contexto eleitoral.
Visita à Rocinha e críticas a Lula
Cury também relatou uma visita à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde afirmou ter ido para ouvir os moradores e não para pedir votos. Ele criticou a postura de políticos que, segundo ele, usam a vulnerabilidade da população para fins eleitorais. Em suas palavras, Lula estaria adotando uma “atitude eleitoreira” ao anunciar o reajuste do Bolsa Família próximo ao pleito.
Acusações sobre o Banco Master
Durante o debate, Cury mencionou o caso do Banco Master, criticando tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro por sua suposta relação com a instituição. Ele afirmou que ambos deveriam responder sobre o episódio, sugerindo uma “promiscuidade” com o banco e uma falta de interesse em resolver a questão.
Debate presidencial em São Paulo
O debate, realizado em São Paulo, contou com a participação de outros candidatos, como Romeu Zema e Samara Martins. O formato do encontro, que seguiu o modelo de podcast, permitiu um diálogo aberto sobre temas como educação, segurança pública e economia. As discussões também abordaram o papel do Supremo Tribunal Federal e a importância de novas ferramentas no combate à corrupção.
Fonte: poder360.com.br
