Na manhã desta quarta-feira (18), a Polícia Civil de Pernambuco deu início a uma paralisação de 24 horas em todo o estado, a partir das 7h. Organizada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), a mobilização busca dialogar com o governo estadual e avançar em pautas consideradas urgentes pela categoria.
Serviços Essenciais e Impactos no Trânsito
Durante a paralisação, apenas serviços essenciais continuam a ser prestados. Essas atividades incluem atendimentos a flagrantes, registros de ocorrências em andamento e medidas protetivas em casos de violência doméstica. A interrupção das atividades gerou transtornos no trânsito da capital, especialmente com o bloqueio da Ponte Princesa Isabel, uma das principais ligações entre os bairros Boa Vista e Santo Antônio.
Bloqueio e Mobilização
O bloqueio da ponte foi uma tática utilizada pelos policiais civis para chamar a atenção do governo e da sociedade. A interdição causou congestionamentos significativos, levando motoristas a buscarem rotas alternativas. A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife foi acionada para auxiliar na organização do fluxo de veículos e orientar os condutores.
Críticas à Falta de Diálogo
O Sinpol criticou a ausência de diálogo com o governo estadual, ressaltando que, embora a categoria tenha sido convocada para uma mesa de negociação pela governadora, não houve retorno ou qualquer posicionamento oficial. O presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, enfatizou que a paralisação é um clamor por respeito e dignidade.
Demandas da Categoria
Cisneiros expressou a urgência das demandas, afirmando: 'A paralisação é um grito por respeito, dignidade e justiça. Os Policiais Civis arriscam a vida diariamente e precisam ser valorizados. Além disso, fomos chamados para dialogar e sequer fomos recebidos.' Ele destacou que o movimento é uma busca por condições mínimas de respeito e abertura para negociação.
Tentativa de Acampamento e Reações
Os policiais civis também tentaram montar um acampamento em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco, mas foram impedidos de prosseguir com essa ação. Como resultado, decidiram permanecer mobilizados na ponte até que suas reivindicações fossem ouvidas.
Posicionamento da Polícia Civil
Em resposta à paralisação, a Polícia Civil de Pernambuco divulgou uma nota afirmando que os serviços em suas unidades operacionais e administrativas seguem normais, com o compromisso de garantir o atendimento à população em todo o estado.
Reivindicações Principais
Entre as demandas apresentadas pelos policiais civis, destacam-se: a abertura imediata de uma mesa de negociação, a valorização da categoria e a implementação de reajustes relacionados à carga horária para policiais ativos e aposentados. Até o momento, não houve um posicionamento oficial do Governo de Pernambuco sobre essas reivindicações.
A paralisação da Polícia Civil de Pernambuco evidencia a insatisfação da categoria e a urgência de um diálogo com o governo, que ainda não se manifestou sobre as questões levantadas. O desfecho desse movimento permanece incerto, mas o clamor por respeito e valorização continua a ser uma prioridade para os policiais.
Fonte: https://araripinaemfoco.com








