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Zuenir Ventura: legado de um ícone do jornalismo brasileiro

Zuenir Ventura: legado de um ícone do jornalismo brasileiro

O renomado jornalista e escritor Zuenir Ventura faleceu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, aos 95 anos, em sua residência no Rio de Janeiro, vítima de pneumonia. A Academia Brasileira de Letras (ABL) divulgou a informação, destacando a perda de um dos grandes nomes do jornalismo nacional.

Carreira e Contribuições ao Jornalismo

Com uma carreira que se estendeu por mais de seis décadas, Zuenir Ventura passou por algumas das mais importantes redações do Brasil. Trabalhou em veículos como Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, Jornal do Brasil e O Globo, além de colaborar com revistas como Veja e IstoÉ. Seu trabalho não se limitou ao jornalismo; Zuenir também foi um aclamado escritor e professor universitário.

Obras Marcantes e Reconhecimento

Entre suas obras mais conhecidas estão “1968 – O Ano que Não Terminou” e “Cidade Partida”, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Reportagem. Zuenir também cobriu a trajetória de Chico Mendes, publicando “Chico Mendes – Crime e Castigo”. Suas reportagens renderam prêmios como o Esso de Jornalismo e o Vladimir Herzog.

Vida e Formação

Nascido em Além Paraíba, Minas Gerais, em 1º de junho de 1931, Zuenir era formado em letras neolatinas. Antes de se firmar no jornalismo, trabalhou como arquivista e professor, lecionando na UFRJ e na Uerj, onde era carinhosamente chamado de “Mestre Zu”. Sua primeira contribuição jornalística foi um obituário de Albert Camus.

Legado e Homenagens

Zuenir foi o sétimo ocupante da cadeira 32 da ABL, eleito em 2014. O presidente da ABL, Merval Pereira, destacou Zuenir como um espelho para todos os jornalistas, elogiando sua generosidade e humor refinado. Em 2018, foi homenageado pela Abraji por sua contribuição ao jornalismo investigativo.

Visão Crítica e Impacto

Zuenir Ventura defendia que o papel do jornalista era ser uma “testemunha crítica” do seu tempo, mantendo uma postura de observação e análise. Ele acreditava que o jornalismo era essencial em tempos de excesso de informação e criticava as fake news, comparando seu impacto à censura da ditadura.

Zuenir Ventura deixa um legado de integridade e dedicação ao jornalismo, inspirando gerações de profissionais e leitores. Seu corpo será velado na sede da ABL, com enterro no Cemitério São João Batista.

Fonte: poder360.com.br

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