O candidato à presidência Romeu Zema (Novo) expressou cautela em relação às informações divulgadas após a quebra de sigilo no caso Banco Master. Durante uma entrevista à CNN News, Zema destacou a necessidade de se ter reservas quanto às mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, banqueiro envolvido no caso.
Zema questiona credibilidade de Vorcaro e cobra explicações
Para o ex-governador de Minas Gerais, Vorcaro não é uma fonte confiável, e aqueles que mantiveram proximidade com ele devem explicações. Zema afirmou que as informações passadas por Vorcaro devem ser vistas com desconfiança, dado seu histórico de enganos. “Quem teve proximidade com o banqueiro bandido precisa se explicar”, declarou.
Críticas ao ministro Alexandre de Moraes
Zema também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de se tornar um “consultor jurídico do maior bandido do Brasil”. O candidato argumentou que, em outros países, tal conduta resultaria em prisão, não apenas demissão. “Em qualquer país sério, não teria sido motivo de demissão, mas sim de prisão”, afirmou.
Defesa de apuração imparcial dos fatos
Zema se posicionou a favor da apuração completa dos fatos, mas enfatizou a importância da imparcialidade no processo. Ele mencionou que os verdadeiros culpados são os “intocáveis”, em referência a uma série de vídeos que produziu criticando ministros do STF e políticos envolvidos nas investigações.
O caso Banco Master ganhou destaque após um relatório da Polícia Federal revelar trocas de mensagens entre Moraes e Vorcaro. A quebra de sigilo foi determinada pelo ministro André Mendonça, que levou o caso ao plenário da Corte. As mensagens incluem um áudio do deputado Nikolas Ferreira, que expressou desejo de proximidade com Vorcaro.
Implicações políticas e financeiras
As investigações também apontam para alegações de propina envolvendo doações às campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro em 2022, supostamente negociadas com Gilberto Kassab. Os repasses, que totalizam R$ 5 milhões, foram negados por Kassab e Tarcísio, que afirmam não ter participado das negociações. As informações foram publicadas por jornalistas do UOL.
Fonte: poder360.com.br
