Vereador Escuta Reclamações de Mães de Crianças com TEA em Cabo de Santo Agostinho

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Recentemente, o vereador Sargento Almeida (PSD) visitou o Centro Municipal de Educação Infantil Professora Gilvanice Alves da Silva Souza, situado no bairro de Pontezinha, em Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. Durante sua visita, ele registrou a insatisfação de mães de alunos do Espectro Autista (TEA) que enfrentaram dificuldades para acessar a unidade de ensino.

Dificuldades no Acesso à Educação

As mães relataram que foram informadas pela direção da escola sobre a ausência de Profissionais de Apoio Escolar (ADES) para acompanhar seus filhos durante as atividades na sala de aula. Uma das mães, visivelmente emocionada, questionou a falta de suporte ao afirmar: "Meu filho chorando para entrar dentro de uma sala com as outras crianças e não pode entrar. Meu filho é cachorro, seu prefeito?".

Resposta da Secretaria de Educação

Em seguida à visita, o vereador Sargento Almeida entrou em contato com o secretário de Educação do Cabo, Isaltino Nascimento. Durante a conversa, foi informado que as aulas na instituição estariam suspensas até o dia 9 de fevereiro. Almeida também reafirmou a promessa do prefeito Lula Cabral (Solidariedade) de que os alunos teriam acesso ao material escolar necessário para suas atividades.

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Medidas de Prevenção de Violência Escolar

Além das questões relacionadas ao acesso à educação, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) emitiu recomendações para que as escolas públicas implementem protocolos de prevenção e enfrentamento à violência escolar e ao bullying. O objetivo é proteger crianças e adolescentes na rede municipal do Cabo de Santo Agostinho, especialmente considerando o aumento dos casos de agressão no ambiente escolar.

Contexto e Necessidade de Ações Imediatas

A recomendação do MPPE surgiu a partir de registros frequentes de episódios de violência, incluindo bullying e cyberbullying, que afetam especialmente alunos neurodivergentes, considerados mais vulneráveis. Observou-se também que muitas dessas ocorrências eram tratadas de forma interna pelas escolas, sem a devida articulação com a rede de proteção.

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Capacitação e Inclusão Escolar

Dentre as medidas sugeridas pelo MPPE, destaca-se a necessidade de capacitação contínua para professores e gestores escolares, com o intuito de promover uma cultura de paz. A recomendação inclui o acolhimento adequado de vítimas e suas famílias, bem como a comunicação eficaz dos incidentes às autoridades competentes.

Conclusão

A situação enfrentada pelas mães de crianças com TEA em Cabo de Santo Agostinho evidencia desafios significativos no acesso à educação inclusiva. Adicionalmente, a recomendação do MPPE para a implementação de protocolos de prevenção à violência escolar é um passo importante para garantir um ambiente seguro e acolhedor para todos os alunos. A continuidade dessas ações será crucial para assegurar que as necessidades das crianças neurodivergentes sejam atendidas adequadamente.

Fonte: https://portaldeprefeitura.com.br