O setor varejista brasileiro está em uma corrida contra o tempo para se adaptar às novas regras trabalhistas que alteram a jornada semanal de trabalho. Com a promulgação da Emenda Constitucional nº 141, as empresas precisam reavaliar suas escalas de trabalho, considerando a redução progressiva do limite de horas semanais, sem cortes salariais, e a garantia de dois dias de descanso remunerado.
Impactos da Emenda Constitucional nº 141 no varejo
A emenda, aprovada pelo Congresso Nacional, estabelece um teto inicial de 42 horas semanais, que será reduzido para 40 horas após 12 meses. Essa mudança exige que o varejo, especialmente estabelecimentos que operam nos fins de semana, como farmácias e supermercados, reestruture suas operações para manter a eficiência sem comprometer o faturamento.
Desafios na reorganização das equipes
Empresas do setor estão estudando a transição do modelo de escala 6×1 para o 5×2, no qual os funcionários trabalham cinco dias e descansam dois. Segundo especialistas, essa transição requer ajustes específicos para cada tipo de negócio, considerando as regras coletivas e a necessidade de manter o atendimento nos horários de maior movimento, como os sábados, que são cruciais para o comércio.
Estratégias para otimizar operações
Para lidar com a nova realidade, os empresários do varejo estão avaliando a rentabilidade de cada período de funcionamento. A ideia é otimizar a alocação de pessoas, concentrando a equipe nos momentos de maior demanda e escalonando a chegada dos funcionários ao longo do dia. Além disso, a automação de processos e a contratação de trabalhadores intermitentes são opções para atender às oscilações de demanda.
Revisão organizacional e desafios para pequenas empresas
Especialistas afirmam que a adaptação vai além da simples redistribuição de horários, exigindo uma revisão do desenho organizacional e dos processos que geram valor. Empresas menores, com menos funcionários, podem enfrentar dificuldades adicionais, enquanto redes maiores têm mais flexibilidade para redistribuir suas equipes.
Alternativas como a escala 12×36, onde o trabalhador atua por 12 horas seguidas e descansa 36 horas, também estão sendo consideradas para facilitar a transição, especialmente na primeira etapa da implementação da nova jornada.
Fonte: veja.abril.com.br
