Na última sexta-feira, 20 de outubro, o USS Gerald R. Ford, reconhecido como o maior porta-aviões do mundo, foi avistado navegando nas proximidades de Gibraltar, uma movimentação que aumenta as tensões na região e levanta preocupações sobre possíveis ações militares dos Estados Unidos contra o Irã.
A Missão do USS Gerald R. Ford
A embarcação, que está a caminho da Ásia Ocidental, deve se juntar ao USS Abraham Lincoln, já posicionado no Mar Arábico, a uma distância de aproximadamente 150 a 300 milhas da costa de Omã. Essa concentração de forças navais dos EUA no Oriente Médio sugere um fortalecimento da presença militar americana na região.
Forças Navais em Aumento
De acordo com informações do site Político, a chegada do Gerald R. Ford e seus três contratorpedeiros de escolta aumentará a frota americana na área para um total de 17 navios de guerra. Essa quantidade representa uma parte significativa dos 68 navios que estão atualmente em operação em águas internacionais, segundo dados do Instituto Naval dos EUA. Em comparação, antes da operação militar na Venezuela, apenas 14 navios estavam ativos no Caribe.
Indícios de Preparação Militar
Além do aumento da frota, outros sinais indicam que os EUA estão se preparando para uma possível escalada militar. Relatórios sugerem que centenas de tropas foram evacuadas da Base Aérea de Al Udeid, no Catar, e da Quinta Frota da Marinha dos EUA no Bahrein. Essas manobras são vistas como parte de uma estratégia mais ampla em resposta às tensões com o Irã.
Custos da Operação Militar
Com o incremento das operações militares, cresce a preocupação nos Estados Unidos em relação aos custos envolvidos. Conforme estimativas da ex-controller do Pentágono, Elaine McCusker, a capacidade militar adicional na região desde dezembro pode ter gerado despesas entre US$ 350 milhões e US$ 370 milhões. O Pentágono, entretanto, não se manifestou sobre esses números.
Implicações Financeiras para a Marinha dos EUA
McCusker destacou que os principais fatores de custo incluem o movimento e a operação de forças navais, com navios sendo redirecionados para a região. O gasto com combustível, tempo de trânsito e operações de tripulação contribuem significativamente para o aumento das despesas. Estima-se que a manutenção e a implantação de um grupo de ataque de porta-aviões custem cerca de US$ 1 bilhão anualmente, um valor que pode aumentar se os dois porta-aviões permanecerem na área por períodos prolongados.
Conclusão
A presença do USS Gerald R. Ford nas águas próximas a Gibraltar não apenas intensifica as tensões entre os EUA e o Irã, como também levanta questões sobre a viabilidade econômica de manter uma frota militar tão robusta em operação. Com a constante mudança do cenário geopolítico na região, o futuro das relações entre os Estados Unidos e o Irã continua incerto.
Fonte: https://www.infomoney.com.br






