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Transportadora busca indenização milionária de grandes empresas brasileiras

Transportadora busca indenização milionária de grandes empresas brasileiras

Uma transportadora do Rio Grande do Sul está em uma batalha judicial contra algumas das maiores empresas do Brasil, buscando quase 700 milhões de reais em indenizações. O foco das ações é o não cumprimento do pagamento do vale-pedágio obrigatório, que deve ser antecipado pelo contratante do transporte e separado do frete.

Empresas envolvidas e valores das ações

A RBA Transportes move nove ações contra empresas como Ambev, Bombril, Metalurgia Mor, Querodiesel, Nipro Medical, Comercial Buffon, Xalingo, Makena e Bertolini. Nos processos identificados, as cobranças somam 686 milhões de reais. A maior ação é contra a Ambev, com um pedido de cerca de 590 milhões de reais.

Legislação do vale-pedágio e o “dobra do frete”

A legislação brasileira exige que o custo do pedágio seja antecipado pelo contratante. A infração a essa regra pode resultar em indenizações ao transportador equivalentes a duas vezes o valor do frete, conhecido como “dobra do frete”. Esse mecanismo é o que está por trás das altas somas reivindicadas nas ações judiciais.

Decisões judiciais e divergências no STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda está dividido sobre a aplicação dessa penalidade. Em setembro de 2024, a Terceira Turma do STJ rejeitou uma cobrança similar contra a Ambev, alegando que o pedágio havia sido pago por reembolso. No entanto, a Quarta Turma adotou uma interpretação mais rígida, mantendo a aplicação da “dobra do frete” em casos de não antecipação do vale-pedágio.

Impacto e próximos passos

A controvérsia sobre o vale-pedágio ainda não foi completamente resolvida e está sendo analisada pela Segunda Seção do STJ, que busca uniformizar as divergências. O resultado desses julgamentos pode ter um impacto significativo no setor de transporte e nas práticas contratuais das grandes empresas brasileiras.

Para mais informações sobre a legislação do vale-pedágio, consulte o site do governo.

Fonte: veja.abril.com.br

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