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Teste de força para cadeirantes pode ser realizado por videochamada com eficácia

Teste de força para cadeirantes pode ser realizado por videochamada com eficácia

Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revela que o teste de força dos braços para cadeirantes pode ser realizado por videochamada com a mesma precisão das avaliações presenciais. Publicada na revista Disability and Rehabilitation: Assistive Technology, a pesquisa destaca a teleavaliação como uma alternativa segura e eficaz para ampliar o acesso a programas de reabilitação.

Confiabilidade do teste de tríceps em cadeira de rodas

O estudo avaliou a confiabilidade do teste de tríceps em cadeira de rodas, conhecido como Wheelchair Triceps Test (WcT). O teste mede quantas elevações de tronco o participante consegue fazer em 30 segundos, apoiando as mãos nos braços da cadeira de rodas, tanto presencialmente quanto remotamente.

Maria Luíza Tanure Alves, professora da Faculdade de Educação Física da Unicamp, afirma que o teste é simples, mas de grande utilidade para avaliar a força dos membros superiores e a autonomia no dia a dia. “A possibilidade de aplicá-lo por videochamada permite acompanhar o paciente com mais frequência e sem deslocamentos desnecessários”, destaca.

Termômetro de autonomia e reabilitação

O teste de tríceps em cadeira de rodas mede a força funcional necessária para atividades diárias básicas, como transferências da cadeira para a cama ou para o carro. Rogério Virgínio dos Santos, doutorando na Unicamp e primeiro autor do artigo, explica que o teste funciona como um termômetro para fisioterapeutas e educadores físicos aferirem a força funcional, essencial para a autonomia de pessoas com lesão medular.

Com base nos resultados, profissionais podem decidir se é necessário intensificar o treino de força ou alterar a estratégia de reabilitação. O teste remoto facilita o monitoramento contínuo e permite ajustes rápidos nos programas de reabilitação, além de reduzir custos com transporte e infraestrutura.

Benefícios e desafios da teleavaliação

Segundo os pesquisadores, a realização do teste por videochamada é especialmente relevante para pessoas com mobilidade reduzida, que enfrentam dificuldades de acessibilidade em cidades com calçadas impróprias e transporte público não adaptado.

Tanure Alves ressalta que o estudo preenche uma lacuna ao demonstrar que um teste funcional amplamente utilizado pode ser aplicado remotamente com rigor científico. Os autores planejam incluir mais pacientes em pesquisas futuras e explorar tecnologias complementares para aumentar a precisão das avaliações remotas.

O artigo completo pode ser acessado em: tandfonline.com/doi/full/10.1080/17483107.2026.2649975.

Fonte: poder360.com.br

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