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Empresas chinesas lideram expansão de data centers na Ásia

Empresas chinesas lideram expansão de data centers na Ásia

No Centro de Convenções e Exposições de Hong Kong, o evento Data Center Asia reuniu uma multidão em um dia quente de julho. Operadores chineses de data centers, provedores de colocation e fornecedores de sistemas de energia e refrigeração líquida marcaram presença, juntamente com empresas do Sudeste Asiático, como Tailândia, Malásia e Indonésia.

Demanda crescente por infraestrutura digital

Com a demanda global por capacidade computacional crescendo, empresas do Sudeste Asiático estão se voltando para a China em busca de oportunidades. A inteligência artificial (IA) é um dos principais motores desse crescimento, com projeções de gastos globais em infraestrutura de IA atingindo US$ 497 bilhões em 2026, segundo a IDC. O Sudeste Asiático é visto como um dos principais beneficiários.

Investimentos chineses no Sudeste Asiático

Empresas chinesas de computação em nuvem estão aumentando sua presença no Sudeste Asiático, impulsionando a demanda por data centers e capacidade computacional de IA. Na Tailândia, projetos de data centers com investimentos chineses representam 60% a 70% dos 1,5 gigawatts aprovados. Na Malásia, gigantes como ByteDance e Alibaba alugam capacidade de data centers.

Sudeste Asiático como polo estratégico

O Sudeste Asiático, junto com a Austrália e o Oriente Médio, desponta como um ponto estratégico para a construção de data centers. A região oferece estabilidade geopolítica, disponibilidade de terrenos e energia, além de capacidade para entregar projetos rapidamente. Em 2025, a capacidade total de infraestrutura computacional na região superou 4,4 gigawatts.

Tailândia e Malásia: líderes regionais

A Tailândia se tornou uma fronteira emergente para data centers, com vínculos políticos e econômicos estáveis com a China. Em Bangcoc, a capacidade de data centers chegou a 134 megawatts no primeiro semestre de 2026. Na Malásia, a região de Johor se destaca com 850 megawatts de capacidade operacional e 1,8 gigawatt em construção.

A demanda por capacidade computacional continua a crescer, tornando o Sudeste Asiático um destino atraente para investidores internacionais. A Bain Capital, por exemplo, foi uma das primeiras a investir em data centers na região, fundando a Bridge Data Centres em 2017.

Fonte: poder360.com.br

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