Na quarta-feira, 4 de outubro, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado brasileiro deu início a uma subcomissão destinada a investigar as alegações de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. O escândalo, que pode envolver perdas de até R$ 17 bilhões, é considerado um dos maiores da história do sistema financeiro nacional.
Composição e Liderança da Comissão
A nova Comissão do Banco Master conta com 13 integrantes, sob a coordenação do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Em suas declarações, Calheiros enfatizou a gravidade da situação, afirmando que o caso deve ser tratado com seriedade, sem omissões ou retaliações. Ele ressaltou que todos os envolvidos que possam ser responsabilizados serão adequadamente investigados.
Objetivos e Autoridade da Comissão
O objetivo principal da comissão é supervisionar as investigações relativas ao Banco Master. Renan Calheiros destacou que, embora a comissão não seja uma CPI, seu trabalho será complementar, já que a CAE possui a competência exclusiva de fiscalizar o sistema financeiro. Ele mencionou que a comissão terá poderes para solicitar quebras de sigilos bancários e telefônicos, convocar testemunhas e realizar diligências.
Interação com o Presidente e o Banco Central
O senador também planeja questionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma reunião que teria ocorrido entre o presidente e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Calheiros expressou a intenção de enviar perguntas formais ao presidente, na esperança de que suas respostas contribuam para a investigação.
Reunião com o Banco Central
Ainda na mesma data, a comissão se reuniu com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para discutir a situação do Banco Master. Calheiros criticou a demora do Banco Central em liquidar a instituição e enfatizou a importância de obter informações precisas sobre as operações do banco, já que as digitais de todas as transações financeiras estão registradas na entidade.
Investigação Sobre Tentativa de Venda ao BRB
Outro aspecto da investigação se concentra na tentativa do Banco Regional de Brasília (BRB) de adquirir o Banco Master. Calheiros questionou se houve pressão do Banco Central para que o BRB comprasse uma instituição em dificuldades financeiras. A comissão visa esclarecer essa possível irregularidade, que poderia representar uma má gestão do dinheiro público.
Pressões e Denúncias no TCU
O senador também denunciou pressões que líderes parlamentares teriam exercido sobre o Tribunal de Contas da União (TCU) para reverter a liquidação do Banco Master. Calheiros alegou que houve tentativas de manipular a situação para favorecer interesses específicos, o que levantou sérias preocupações sobre a transparência e a ética no manejo das instituições financeiras.
CPI Proposta pela Oposição
Em paralelo ao trabalho da comissão, foi protocolado um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pela oposição, já contando com o apoio de 42 senadores e 238 deputados. A autorização para a formação da CPI depende do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, que ainda não se manifestou sobre o tema.
Conclusão
A instalação da Comissão do Banco Master no Senado representa um passo significativo na luta contra fraudes no sistema financeiro brasileiro. A expectativa é que as investigações tragam à tona a verdade sobre o escândalo e ajudem a prevenir futuras irregularidades, restaurando a confiança no setor bancário e na gestão pública.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br








