Na última terça-feira, 24 de outubro, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, formalizou a ordem de serviço que permitirá a continuidade das obras da cozinha quilombola na comunidade do Angico, situada em Bom Conselho, no Agreste Meridional. Este projeto, que estava sem avanço há cerca de dez anos, representa um investimento significativo na valorização e no fortalecimento das comunidades tradicionais da região.
Investimentos e Impactos Sociais
O total de R$ 660 mil será alocado para a conclusão das obras, sendo R$ 340 mil provenientes do Governo do Estado e R$ 320 mil de um convênio estabelecido com o Governo Federal. A iniciativa não apenas impulsiona a infraestrutura local, mas também atua como um pilar nas políticas de segurança alimentar, promovendo a autonomia e a sustentabilidade das comunidades quilombolas.
Características do Projeto
A nova cozinha quilombola será um espaço multifuncional, que incluirá a criação de uma horta comunitária, permitindo a produção de alimentos frescos e saudáveis. Além disso, a alimentação será fornecida para uma escola municipal nas proximidades, garantindo que as crianças tenham acesso a refeições nutritivas. O projeto também prevê a implementação de cursos formativos, que visam capacitar os moradores e fomentar um modelo de segurança alimentar e nutricional integrado.
Reconhecimento da Comunidade Quilombola do Angico
A Comunidade Quilombola do Angico, reconhecida oficialmente como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares em 2005, tem se destacado como um símbolo de resistência, memória e identidade. Com uma trajetória marcada pela luta pelos direitos da população negra e quilombola, a comunidade se tornou um modelo de mobilização social e cultural na região.
Participação e Apoio Local
O evento de assinatura da ordem de serviço contou com a presença de diversas autoridades, incluindo a deputada estadual Débora Almeida e seu colega Doriel Barros, além de representantes do governo estadual e prefeitos da área. Essa ampla participação evidencia o comprometimento da administração pública em apoiar iniciativas que promovem o desenvolvimento social e econômico das comunidades tradicionais.
Conclusão
A autorização para a retomada das obras da cozinha quilombola do Angico não apenas marca um novo capítulo na história da comunidade, mas também reflete um esforço maior em integrar políticas de inclusão e valorização cultural. Com a conclusão da obra, espera-se que a cozinha se torne um centro de formação profissional e um espaço vital para a promoção da segurança alimentar, beneficiando toda a comunidade e reforçando suas tradições.
Fonte: https://www.carlosbritto.com








