Apesar dos benefícios comprovados para o transporte público, Recife não planeja expandir as Faixas Azuis, as vias exclusivas para ônibus, no curto prazo. A gestão municipal avalia que os principais eixos viários já foram contemplados, e a baixa demanda em algumas linhas impede novas implantações.
Contexto e justificativas da gestão municipal
Desde a última implantação em 2021, as Faixas Azuis cobrem apenas 5% das vias que recebem ônibus na capital. Segundo o secretário de Ordem Pública e Segurança, Alexandre Rebêlo, a prioridade agora é a fiscalização eletrônica para evitar invasões por veículos particulares, em vez de expandir as faixas.
Desafios técnicos e logísticos
Algumas vias cruciais, como a Avenida Abdias de Carvalho e a Avenida Norte, enfrentam impedimentos técnicos para a expansão. A primeira não justifica a intervenção devido ao volume de ônibus, enquanto a segunda é considerada estreita demais. Soluções de médio e longo prazo, como o VLT, são sugeridas.
Eficiência das Faixas Azuis e impacto no transporte
Desde sua introdução em 2013, as Faixas Azuis mostraram-se eficazes. Na Avenida Domingos Ferreira, a velocidade dos ônibus aumentou 118% antes da pandemia. Mesmo com o baixo custo de implantação, a expansão permanece limitada, atendendo apenas 25% dos passageiros da cidade.
Desafios de manutenção e fiscalização
A falta de expansão é agravada pela manutenção deficiente e invasões frequentes. Em 2025, a invasão das faixas foi a segunda infração mais comum no Recife, com 44.685 multas. A sinalização apagada e a fiscalização insuficiente são problemas persistentes.
Perspectivas futuras e mudanças necessárias
Para o gestor, a expansão depende de uma mudança cultural sobre o uso do transporte coletivo. A sociedade precisa priorizar o transporte público, mesmo sem a garantia de prioridade viária. Esse cenário exige uma reavaliação das políticas de mobilidade urbana para atender melhor à população.
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Fonte: jc.uol.com.br
