A transformação das cooperativas de catadores de materiais recicláveis no Recife está revolucionando a gestão de resíduos sólidos, promovendo inclusão social e emancipação econômica. Com a transição da catação informal para o modelo cooperativista, os trabalhadores passaram a ver seus rendimentos mensais aumentarem significativamente, de valores entre R$ 200 e R$ 600 para até R$ 3.000.
Transformação através do cooperativismo
Na Cooperativa Recicla Torre, a mudança estrutural foi essencial. A presidente Alexsandra Maria, que encontrou na reciclagem uma forma de sustentar sua família após deixar um relacionamento abusivo, destaca a importância da gestão coletiva. A implementação de uma gestão compartilhada e a melhoria da infraestrutura, com apoio da prefeitura e de parceiros como a Ambipar, foram cruciais para o sucesso.
Impacto econômico e social
A reorganização das cooperativas trouxe ganhos expressivos para os trabalhadores. Com a mecanização e divisão igualitária dos lucros, a produtividade aumentou. Trabalhadores que antes ganhavam entre R$ 200 e R$ 600 agora recebem até R$ 3.000, refletindo uma melhoria na qualidade de vida e estabilidade financeira.
Melhoria nas condições de trabalho
Além do aumento de renda, as condições de trabalho melhoraram substancialmente. Espaços adequados e equipamentos de proteção individual garantem mais segurança e saúde para os cooperados. Mateus Emílio, vice-presidente de uma das cooperativas, ressalta a valorização profissional proporcionada por essas mudanças.
Desafios e conscientização
Apesar dos avanços, as cooperativas ainda enfrentam desafios, como a falta de separação correta dos resíduos nas residências. A conscientização da população sobre a importância da reciclagem é essencial para maximizar o aproveitamento dos materiais e reduzir a contaminação.
O reconhecimento do trabalho dos catadores e a valorização das cooperativas são fundamentais para a continuidade do desenvolvimento socioambiental no Recife.
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Fonte: jc.uol.com.br
