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PT recorre ao STF para manter canal Exército do Lula sem restrições

PT recorre ao STF para manter canal Exército do Lula sem restrições

O Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impuseram restrições ao canal Exército do Lula, administrado pelo deputado André Janones (PT-MG). A ação foi movida pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), e outros congressistas, visando impedir a suspensão ou limitação do canal às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.

Decisões judiciais e alegações de censura

Os congressistas argumentam que as restrições impostas pelo TSE configuram censura prévia, contrariando o entendimento do STF na ADPF 130, que protege a liberdade de expressão. A petição solicita que o Supremo impeça novas restrições ao canal, mesmo que novas regras sejam aprovadas para canais de mensagens durante o período eleitoral.

Histórico de decisões conflitantes

Em 11 de outubro, o ministro Nunes Marques determinou a suspensão do canal até a homologação do resultado do segundo turno, decisão que foi revertida no mesmo dia pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral. No entanto, em 13 de outubro, Nunes Marques restabeleceu as restrições, condicionando o funcionamento do canal à comunicação de seu endereço à Justiça Eleitoral como meio de propaganda da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.

Posteriormente, o canal foi autorizado a funcionar, mas sem revogação expressa das decisões anteriores. Em 22 de outubro, Nunes Marques solicitou à Meta um relatório técnico sobre o canal e pediu ao Google e ao X informações sobre a amplificação de termos e hashtags.

Argumentos contra a identificação de conteúdo falso

Os autores da ação afirmam que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE não encontrou conteúdo falso nas publicações do canal. Eles argumentam que as restrições foram impostas sem identificação de conteúdo ilícito e sem contraditório prévio, o que impede manifestações futuras, mesmo que não apresentem irregularidades.

Decisão liminar e necessidade de proteção adicional

Em 23 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu uma liminar para suspender os efeitos das decisões que poderiam restringir o canal. No entanto, os autores da reclamação afirmam que essa decisão não elimina a necessidade de atuação do STF, pois a liminar é provisória e sujeita a revisão.

Solicitação de análise e medidas alternativas

Os congressistas pedem que a reclamação seja distribuída ao ministro Flávio Dino e que Nunes Marques seja excluído da distribuição. Eles solicitam que o STF derrube as decisões contestadas e que eventuais restrições se limitem à remoção de conteúdos específicos, após garantia do contraditório. Como alternativa, sugerem que qualquer medida restritiva seja submetida ao plenário do TSE.

Fonte: poder360.com.br

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