O PSD, sob a liderança de Gilberto Kassab, está intensificando esforços para reestruturar sua base em diversos estados com o objetivo de lançar uma candidatura própria à Presidência nas eleições de 2026. Essa estratégia envolve a adesão de novos membros para fortalecer as articulações regionais e minimizar tensões que possam prejudicar a viabilidade de um projeto nacional.
Movimentação em São Paulo
Recentemente, o partido protagonizou um importante movimento em São Paulo, onde Kassab anunciou a filiação de sete dos 11 deputados da federação PSDB-Cidadania na Assembleia Legislativa. Essa iniciativa, realizada em uma reunião na residência do dirigente, não apenas amplia a bancada do PSD, mas também reforça sua influência no maior colégio eleitoral do Brasil, sinalizando a intenção da sigla de ocupar espaços deixados por partidos tradicionais.
Atração de Governadores e Fortalecimento da Base
Além da movimentação em São Paulo, o PSD tem atraído governadores de outros partidos, como Marcos Rocha, de Rondônia, e Ronaldo Caiado, de Goiás, que recentemente abandonaram o União Brasil em favor do PSD. Kassab já havia conseguido filiar nomes relevantes como Raquel Lyra, de Pernambuco, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, ambos ex-PSDB. O fortalecimento da base estadual é considerado essencial para aumentar as chances de uma candidatura própria ou facilitar composições em um eventual segundo turno.
Perspectivas para a Candidatura Presidencial
Com a aproximação das eleições, a sigla está trabalhando internamente para definir seu candidato até meados de abril. Entre os nomes cotados, estão Ratinho Jr., Eduardo Leite e Ronaldo Caiado. Essa definição é crucial, pois influenciará a dinâmica das negociações locais e a estruturação de alianças políticas nos estados.
Desafios em Goiás
A filiação de Caiado ao PSD trouxe mudanças significativas no cenário político goiano, mas o governador se esforça para dissociar a dinâmica estadual da disputa nacional. Ele assegura que sua mudança de partido não interferirá nas composições locais e que a relação com o União Brasil permanece sólida. Caiado reafirma que a estratégia estadual está sendo planejada independentemente da escolha do candidato presidencial do PSD.
Reconfiguração de Alianças e Impasses
Recentemente, o PL lançou Wilder Morais como pré-candidato ao governo de Goiás, o que complicou o acordo anterior que contemplava a presença de Gustavo Gayer na chapa de Caiado. Com isso, o espaço destinado ao PL para as duas vagas ao Senado está em discussão, e a possibilidade de reeleição do senador Vanderlan Cardoso, que pertence ao PSD, se torna um ponto central nas negociações.
Expectativas Futuras
Caiado indicou que as decisões sobre a chapa estadual, incluindo a possibilidade de o PSD reivindicar a vice, serão tomadas mais perto das convenções partidárias, agendadas para junho. O governador enfatizou que sua movimentação dentro do PSD está ligada ao contexto nacional e não a interesses pessoais. Vanderlan Cardoso, por sua vez, reconhece que a nova configuração política pode impactar seu futuro no partido e aguarda uma reunião com a direção para discutir seu papel nas próximas eleições.
Com a reorganização em curso, o PSD busca se consolidar como um ator relevante no cenário político nacional, visando não apenas a candidatura presidencial, mas também a construção de uma base sólida em estados estratégicos.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








