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Produtividade baixa no Brasil impede redução da jornada de trabalho

Produtividade baixa no Brasil impede redução da jornada de trabalho

A produtividade por horas trabalhadas no Brasil apresentou queda no primeiro trimestre, conforme estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). Este dado reacende o debate sobre a qualidade do crescimento econômico do país e questiona a viabilidade de uma redução legal da jornada de trabalho.

Impactos da baixa produtividade na economia

Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do FGV Ibre, destaca que a baixa produtividade é um problema recorrente nas últimas décadas, afetando diretamente a renda da população. Segundo ele, o crescimento da produtividade é essencial para um aumento de renda sustentável, melhorando a qualidade de vida.

A estagnação da produtividade explica a dificuldade do avanço consistente da renda per capita no Brasil, que permanece como uma economia de renda média.

Desafios estruturais enfrentados pelo Brasil

O pesquisador identifica obstáculos estruturais que contribuem para o baixo desempenho produtivo: burocracia excessiva, infraestrutura deficiente, qualificação insuficiente da mão de obra, sistema tributário confuso e ambiente de negócios desfavorável. O “custo Brasil” é apontado como um fator que corrói a competitividade das empresas.

Apesar de reconhecer avanços, como a reforma tributária, Barbosa Filho enfatiza a necessidade de melhorias na educação e na adoção de tecnologia.

Redução da jornada de trabalho: riscos e considerações

Barbosa Filho argumenta que a redução da jornada de trabalho deve ser um reflexo natural do aumento da produtividade, preferencialmente negociada entre empresas e trabalhadores. Uma imposição legal sem ganhos de produtividade pode elevar custos e aumentar a rotatividade.

Ele alerta que uma redução imediata de 9% na jornada consumiria todo o ganho de produtividade acumulado nas últimas décadas.

Modelo de crescimento e o papel da produtividade

O pesquisador ressalta o possível esgotamento do modelo de crescimento baseado na expansão do uso do fator trabalho. As empresas têm ampliado as horas trabalhadas por empregado em vez de contratar mais, indicando que a força de trabalho qualificada já está empregada.

Com a demografia gerando novos desafios, o foco deve ser no ganho de produtividade para sustentar o crescimento econômico.

O caminho para um crescimento sustentável

Reformas estruturais são vistas como essenciais para viabilizar o aumento da renda e a redução da jornada de trabalho de forma sustentável. Barbosa Filho defende que, apesar de impopulares, essas reformas são necessárias para o desenvolvimento econômico do país.

Para mais informações sobre produtividade no Brasil, consulte este artigo.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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