A cesta de referência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) registrou um aumento significativo de 5,6% nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, alcançando US$ 123,11 por barril. Este é o maior valor desde 7 de abril, conforme dados divulgados pela organização.
Sequência de altas impulsiona mercado
O preço do petróleo da Opep vem subindo por seis sessões consecutivas desde 4 de setembro, acumulando uma valorização de 26% no período. Em comparação com a última sexta-feira, 11 de setembro, o barril teve um aumento de US$ 6,51.
Influência dos benchmarks internacionais
O movimento de alta acompanha o comportamento dos preços do petróleo Brent, referência na Europa, e do WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos. Ambos os contratos também fecharam em alta na segunda-feira, com o Brent a US$ 105,68 e o WTI a US$ 101,39 por barril. No entanto, a valorização da cesta da Opep foi mais intensa do que a dos benchmarks internacionais.
Fatores geopolíticos e o impacto no preço
Analistas consultados pela agência de notícias EFE atribuem as recentes altas ao fechamento preventivo do oleoduto saudita Leste-Oeste, que atravessa as regiões de Riad e Medina. Esta rota é crucial para a exportação de petróleo sem passar pelo estreito de Ormuz, onde o tráfego está comprometido devido ao conflito entre os EUA e o Irã. O Ministério de Energia da Arábia Saudita anunciou a medida após uma série de ataques à instalação.
Composição e variação da cesta da Opep
A cesta de referência da Opep é composta por 12 tipos de petróleo, cada um representando um país-membro, incluindo o Murban dos Emirados Árabes Unidos, que deixou a organização em maio de 2026. As variedades da cesta incluem petróleos extraídos no Oriente Médio, uma região diretamente afetada pelos conflitos.
Em 2026, o preço médio do barril da Opep está em US$ 97,70, mais de 40% acima da média de US$ 65,59 registrada em 2025, segundo a organização.
Para mais informações sobre o mercado de petróleo, visite a Opep.
Fonte: poder360.com.br
