Possível Consolidação entre FIIs KORE11 e KNRI11: Análise da Kinea

0
14
Vinicius Alves

A discussão sobre a potencial união entre os fundos imobiliários KORE11 (Kinea Oportunidades) e KNRI11 (Kinea Renda Imobiliária) ganhou destaque durante o último encontro da Liga de FIIs. Apesar do interesse manifestado por investidores, a gestão da Kinea se mostrou cautelosa em relação a qualquer movimentação nesse sentido a curto prazo.

Visão da Kinea sobre a Consolidação

Carlos Martins, gestor responsável pelos fundos, destacou que a consolidação é uma tendência que se observa na indústria de fundos imobiliários, especialmente devido ao aumento da presença de investidores institucionais. Esses investidores buscam maior escala e liquidez, o que torna os fundos maiores mais atraentes. Martins enfatizou que 'fundos maiores facilitam a alocação desses investidores', que precisam diversificar para não ficarem excessivamente concentrados em um único veículo.

Estratégias e Limitações

Embora a consolidação possa trazer benefícios, como a possibilidade de transferências de ativos ou reciclagens parciais, Martins alertou que qualquer operação deve preservar os interesses de todos os cotistas e os preços históricos dos fundos. Ele foi claro ao afirmar que não se realizará nenhuma ação que possa resultar em prejuízo para qualquer uma das partes envolvidas, considerando isso um princípio inegociável.

VEJA  Santos e São Paulo se Enfrentam no Brasileirão: Onde Assistir e Expectativas

Desafios do Mercado Atual

Atualmente, as condições do mercado apresentam desafios significativos para uma possível fusão. O KNRI11 está cotado próximo ao seu valor patrimonial, enquanto o KORE11 ainda apresenta um desconto considerável no mercado secundário. Martins foi enfático ao afirmar que, no cenário atual, não há espaço para a união dos fundos e que a prioridade da gestão é melhorar a comunicação e a visibilidade dos ativos, permitindo que o mercado atribua um valor mais justo ao KORE11.

Possibilidade de Ajustes no Futuro

Apesar da cautela atual, a Kinea não descarta a realização de ajustes ao longo do tempo. Martins mencionou a possibilidade de reciclagens de ativos, especialmente no KORE11, cujo perfil é mais voltado para oportunidades. Ele afirmou que o fundo adquiriu ativos a preços atrativos, e, em um momento de maior liquidez no mercado, pode ser viável vender alguns imóveis para desbloquear valor e realocar capital de forma estratégica.

VEJA  Wall Street enfrenta queda impulsionada por liquidação no setor tecnológico e incertezas sobre a inteligência artificial

Conclusão

Em suma, a possibilidade de uma união entre os FIIs KORE11 e KNRI11 permanece incerta, com a Kinea mantendo uma postura cautelosa diante das condições de mercado e dos interesses dos cotistas. Enquanto a consolidação é uma tendência observada na indústria, a gestão prioriza a proteção dos investimentos e a valorização dos ativos ao invés de movimentações apressadas.

Fonte: https://www.infomoney.com.br