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Polícia desmantela liderança do tráfico no Cabo de Santo Agostinho

Polícia desmantela liderança do tráfico no Cabo de Santo Agostinho

Em uma operação significativa, a Polícia Civil prendeu 11 indivíduos suspeitos de liderar um esquema de tráfico de drogas no Cabo de Santo Agostinho, região do Grande Recife. A ação, detalhada nesta sexta-feira, visa combater o crime organizado em um município recentemente classificado como o oitavo mais violento do Brasil.

Contexto da violência no Cabo de Santo Agostinho

O Cabo de Santo Agostinho tem enfrentado altos índices de violência, com uma taxa de 65,1 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes em 2025, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Este número é quase o dobro da média do estado, que registrou 33 mortes por 100 mil habitantes.

Investigação e desafios operacionais

A investigação, conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico, começou em 2025. Segundo a delegada Myrthor Andrade, um dos principais desafios foi a dispersão das lideranças criminosas por diversos bairros, exigindo um planejamento minucioso para a operação.

“A pulverização da liderança do tráfico chamou bastante atenção, necessitando de um grande número de policiais para garantir o cumprimento das medidas judiciais”, afirmou a delegada.

Execução dos mandados e obstáculos enfrentados

Durante a operação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, apesar das dificuldades de acesso às residências fortificadas dos suspeitos. “Esses criminosos transformam suas casas em verdadeiras fortalezas, com chapas de aço e grades reforçadas”, explicou Myrthor.

Resultados da operação e próximos passos

Entre os detidos, destaca-se uma mulher identificada como gerente do tráfico local, localizada em Igarassu. A operação resultou na apreensão de armas de fogo de calibre restrito e cocaína. A polícia agora inicia uma nova fase de análise do material apreendido para identificar outros membros da organização criminosa.

Para mais informações sobre segurança pública, consulte o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Fonte: jc.uol.com.br

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