A Petrobras (PETR3;PETR4) comunicou nesta segunda-feira, 16 de outubro, que decidiu exercer seu direito de preferência na aquisição de 50% da participação da Petronas nos campos Tartaruga Verde e Espadarte – Módulo III. Com essa transação, a estatal passará a deter 100% desses ativos.
Consequências da Decisão para a Brava
A decisão da Petrobras frustrou os planos da Brava (BRAV3), que havia anunciado a compra em janeiro, dependendo da não manifestação da estatal. Na terça-feira, 17 de outubro, enquanto as ações preferenciais da Petrobras apresentaram um leve aumento de quase 2%, alcançando o valor de R$ 46, os papéis da Brava sofreram uma queda de 3,33%, fechando a R$ 18,02.
Análise do Mercado e Impactos nos Valores
A XP Investimentos classificou a notícia como negativa para a Brava, uma vez que a operação tinha potencial para agregar valor significativo. Estimativas da corretora indicam que o ativo poderia gerar um valor presente líquido (VPL) entre US$ 250 milhões e US$ 470 milhões, considerando a cotação do Brent entre US$ 60 e US$ 70 por barril. Isso representaria entre 15% e 28% do valor de mercado da Brava.
Expectativas para a Brava e Avaliações de Bancos
O Bradesco BBI também avaliou a situação de forma negativa para a Brava, uma vez que a decisão da Petrobras se sobrepõe ao acordo que poderia liberar valor para a empresa. Embora o Bradesco não tenha incluído a participação em Tartaruga Verde no seu preço-alvo de R$ 24 por ação até 2026, a operação poderia ter acrescentado cerca de R$ 6 por ação se concretizada.
Implicações para a Petrobras
Do ponto de vista da Petrobras, o impacto da transação foi considerado limitado, representando entre 0,2% e 0,5% do valor de mercado da companhia. O Goldman Sachs corroborou essa análise, ressaltando que a produção média projetada para 2026 é de aproximadamente 3,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o que torna a aquisição uma fração menor do valor da estatal.
Recomendações e Prognósticos
Em relação às recomendações, o Goldman Sachs manteve a recomendação de compra para as ações da Petrobras, com um preço-alvo de R$ 39,20 para PETR3 e R$ 36,60 para PETR4. Por outro lado, para a Brava Energia, o Goldman Sachs reiterou a recomendação de venda, com um preço-alvo de R$ 15, enquanto o JPMorgan manteve a recomendação de compra com um preço-alvo de R$ 23.
Conclusão
A movimentação da Petrobras em relação à aquisição de ativos demonstra sua estratégia de fortalecer sua posição no mercado de petróleo, ao mesmo tempo que impacta negativamente as perspectivas da Brava. Com as análises das corretoras e bancos de investimento, fica evidente que a transação, apesar de benéfica para a Petrobras, representa uma perda significativa de oportunidade para a Brava, destacando as dinâmicas competitivas no setor.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








