A descoberta de uma nova espécie de dinossauro no Brasil, a terceira maior já encontrada no país, foi liderada por um pesquisador da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Em março, a descrição oficial da espécie foi publicada no Journal of Systematic Palaeontology, marcando um importante avanço na paleontologia brasileira. O dinossauro, nomeado Dasosaurus tocantinensis, representa um novo gênero e espécie.
Detalhes da descoberta e pesquisa
A pesquisa foi conduzida pelo professor Elver Mayer, do Colegiado de Geologia da Univasf. Os fósseis foram descobertos em 2021, em Davinópolis, no Maranhão, durante a construção de um terminal ferroviário. Após três anos de estudos, os cientistas determinaram que o dinossauro viveu há cerca de 100 milhões de anos e pertence ao grupo dos saurópodes, conhecidos por seu pescoço longo e dieta herbívora. Dentro deste grupo, ele faz parte dos titanossauriformes, um grupo próximo aos titanossauros, mas com características próprias.
Significado do nome e conexões evolutivas
O nome Dasosaurus tocantinensis faz referência à região de descoberta. “Tocantinensis” remete ao Tocantins, enquanto “Dasos”, do grego, significa “floresta”, em alusão ao ambiente florestal do Maranhão. Além disso, o estudo revelou importantes conexões evolutivas, indicando parentesco entre o dinossauro brasileiro e a espécie Garumbatitan morellensis, da Espanha, sugerindo rotas de dispersão entre Europa e América do Sul há mais de 120 milhões de anos.
Impacto e importância da descoberta
Segundo o professor Mayer, a descoberta vai além da identificação de um novo animal, pois ajuda a entender como o dinossauro viveu, morreu e teve seus fósseis preservados. Os fósseis do Dasosaurus tocantinensis estão atualmente no Centro de Pesquisa em História Natural e Arqueologia do Maranhão. O projeto contou com a colaboração de 11 instituições públicas brasileiras, destacando a relevância do Nordeste brasileiro para a paleontologia.
Colaboração e futuro da pesquisa
A descoberta foi resultado de uma colaboração entre várias instituições, reforçando a importância do trabalho conjunto em pesquisas paleontológicas. Para Mayer, o achado não só traz um novo personagem à história dos dinossauros no Brasil, mas também oferece um cenário e uma biografia para ele, enriquecendo o conhecimento sobre a era dos dinossauros no país.
Para mais informações, acesse a publicação original no Blog do Carlos Britto.
Fonte: carlosbritto.com




