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Oposição solicita auditoria do TCU sobre gastos publicitários do governo

Oposição solicita auditoria do TCU sobre gastos publicitários do governo

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), requisitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria emergencial para investigar os gastos do governo federal em campanhas publicitárias relacionadas ao fim da escala de trabalho 6×1. O pedido foi formalizado nesta terça-feira.

Motivações por trás do pedido de auditoria

Marinho alega que a campanha publicitária não visa apenas informar a população, mas sim promover uma agenda política do governo, associada diretamente ao presidente. Segundo o senador, isso contraria o princípio da impessoalidade, transformando publicidade institucional em uma pauta eleitoral.

Detalhes do questionamento

Além da auditoria, o senador solicita que o TCU investigue a legitimidade do gasto e requisita informações sobre os valores destinados à publicidade nos primeiros seis meses de 2026. Marinho argumenta que a campanha, ao tratar de um tema popular como a redução da jornada de trabalho, possui impacto eleitoral.

Posicionamento do Ministério Público

Na semana anterior, o Ministério Público também solicitou ao TCU a investigação do uso de R$ 80 milhões em recursos públicos para a campanha. O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado destacou que a proposta ainda está em tramitação legislativa, o que, segundo ele, não justificaria o uso de recursos públicos para sua promoção.

Comparações com casos anteriores

Furtado comparou a situação com uma campanha do governo Jair Bolsonaro em 2019, que foi suspensa pelo TCU por falta de interesse público. Ele argumenta que a campanha atual extrapola o caráter informativo, promovendo uma agenda política antes da conclusão do processo legislativo.

Resposta do governo e próximos passos

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República ainda não se pronunciou sobre o pedido. O TCU deverá avaliar a solicitação e decidir sobre a possibilidade de suspensão cautelar da campanha.

Para mais informações sobre o andamento do caso, acesse a CNN Brasil.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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