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Operação da PF no Rio investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro

Operação da PF no Rio investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro

A Polícia Federal deflagrou a 6ª fase da Operação Unha e Carne, investigando um esquema de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro. A operação, realizada na manhã desta terça-feira, visa desmantelar uma organização criminosa que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos através de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana.

Principais alvos da operação

Entre os investigados estão o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o delegado da Polícia Civil Marcus Amim. Amim, apesar de ainda ocupar o cargo de delegado, está cedido à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ambos são suspeitos de envolvimento no esquema de lavagem de dinheiro.

Detalhes da investigação

A operação também aponta o policial civil Pablo Juquia, conhecido como Pablo Russo, como um dos principais alvos. Ele teria atuado em delegacias sob o comando de Marcus Amim e seria o controlador de uma rede de postos de combustíveis, usada para ocultar recursos ilícitos. A movimentação financeira foi identificada por relatórios do Coaf, que indicam a participação de agentes públicos no esquema.

Mandados e medidas judiciais

Agentes federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em várias cidades do estado, incluindo Niterói e São Gonçalo. Além disso, medidas de sequestro de bens e suspensão de atividades econômicas de empresas envolvidas estão em execução. Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro e outros crimes identificados durante as investigações.

Reação das autoridades

A Polícia Civil instaurou um procedimento disciplinar para investigar o delegado Marcus Amim. Em nota, a corporação reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência, destacando que não compactua com desvios de conduta. A Polícia Civil colabora com outros órgãos para apurar as irregularidades.

A CNN Brasil entrou em contato com as defesas dos envolvidos e mantém espaço aberto para manifestações.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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