A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a operação Terra Arrasada, com o objetivo de investigar um esquema de fraude em licitações para a venda de máquinas pesadas de terraplanagem. O foco das investigações está na prática de superfaturamento, pagamento de propinas a agentes públicos e lavagem de dinheiro.
Contratos sob investigação desde 2017
Os contratos sob suspeita foram firmados entre empresas e o poder público de 2017 a 2026, totalizando mais de R$ 406 milhões para a venda de 724 máquinas. Aproximadamente 40% desse montante foi financiado com recursos federais.
Mandados de busca em várias cidades
Os agentes da PF cumprem 13 mandados de busca e apreensão em cidades do Rio Grande do Sul e São Paulo, incluindo Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Canoas, Santa Maria e Jacareí. Durante as operações, foram apreendidos veículos de luxo, celulares e documentos relevantes para a investigação.
Medidas judiciais e sequestro de bens
A Justiça determinou o sequestro de imóveis e veículos no valor de até R$ 14 milhões. Além disso, três empresas investigadas tiveram seus direitos de participar de novas licitações e firmar contratos com o poder público suspensos.
Modus operandi do esquema fraudulento
Conforme a Polícia Federal, o esquema envolvia empresas controladas pelas mesmas pessoas, que simulavam concorrência nas licitações com propostas previamente combinadas. Há também indícios de suborno a agentes públicos para favorecer o grupo empresarial.
Os envolvidos poderão responder por crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Para mais informações, acesse a Polícia Federal.
Fonte: poder360.com.br
