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O Impacto das Rodadas Secundárias nas Startups Brasileiras

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As rodadas secundárias de investimento em startups ainda enfrentam um certo preconceito no Brasil. Ao contrário das rodadas primárias, onde os fundos são direcionados para o caixa da empresa, as secundárias permitem que os fundadores e sócios retirem uma parte do capital. Essa dinâmica gera a percepção de que os empreendedores podem perder o entusiasmo, mas essa crença é desmentida por líderes de startups de sucesso.

A Percepção Errônea das Rodadas Secundárias

Durante um painel no South Summit Brazil, o CEO da Omie, Marcelo Lombardo, abordou essa questão. Ele ressaltou que a ideia de que a venda de ações por parte dos fundadores leva à falta de comprometimento é um equívoco. Lombardo argumentou que, à medida que a empresa cresce, a maioria do patrimônio dos fundadores está investido em ações da própria companhia, o que pode torná-los mais conservadores em suas decisões. Assim, uma venda secundária pode, na verdade, ser benéfica para a empresa e seus investidores.

Exemplos Práticos de Sucesso

Marcelo Lombardo compartilhou a experiência da Omie, que levantou US$ 150 milhões em sua maior rodada em 2025, com um aporte secundário de US$ 100 milhões do fundo suíço Partners Group. Essa ação não apenas garantiu capital, mas também promoveu a continuidade do crescimento da empresa, desmistificando a ideia de que os fundadores perderiam o foco após a venda de parte de suas ações.

A Visão de Outro Líder do Setor

Pedro MacDowell, CEO da QI Tech, também comentou sobre as rodadas secundárias, enfatizando que a decisão foi tomada com uma abordagem pragmática e alinhada ao espírito de fintech da empresa. Ele destacou que a rodada secundária ocorreu após a empresa já ter se tornado lucrativa e ter alcançado o status de unicórnio. Para MacDowell, essa venda é uma forma de diversificar riscos sem perder o comprometimento com a empresa.

O Papel dos Investidores Estrangeiros

MacDowell também ressaltou a importância de contar com investidores estrangeiros, como a General Atlantic e o Fundo Soberano de Cingapura (GIC), que têm experiência nesse tipo de transação. Esses fundos são capazes de alinhar expectativas e manter os fundadores engajados, o que beneficia a startup a longo prazo.

Estudo Revelador sobre Rodadas Secundárias

Um estudo da consultoria Spectra revelou que, na maioria das vezes, a venda de ações secundárias representa uma porcentagem pequena da participação total do fundador, geralmente abaixo de 10%. Isso demonstra que o comprometimento dos empreendedores com o futuro da empresa permanece intacto, pois a venda é motivada por uma combinação de preço atrativo, alinhamento estratégico e a busca por segurança financeira.

Alinhamento de Interesses e Longo Prazo

Marcelo Lombardo também abordou a estratégia de distribuição de stock options para os colaboradores da Omie, que representa entre 20% a 30% do quadro de funcionários. Essa prática não só motiva a equipe, mas também cria um alinhamento de interesses que é fundamental para o sucesso a longo prazo da empresa.

Construindo Empresas Sustentáveis

Por fim, tanto Lombardo quanto MacDowell concordam que a visão de longo prazo é crucial. Lombardo enfatizou que aqueles que buscam um exit imediato estão no caminho errado, pois a verdadeira essência de construir uma startup deve ser voltada para a criação de valor para os clientes e a construção de um negócio robusto.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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