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Descoberta nova bactéria ligada à ceratoconjuntivite em bovinos

Descoberta nova bactéria ligada à ceratoconjuntivite em bovinos

Pesquisadores da Embrapa, em colaboração com a Universidade Federal de Juiz de Fora e o Instituto Biológico de São Paulo, descobriram uma nova espécie de bactéria associada à ceratoconjuntivite infecciosa bovina (CIB), conhecida como “mal do olho”. A bactéria, denominada Moraxella tarda sp. nov., foi isolada da mucosa nasal de bovinos Hereford com sintomas iniciais da doença.

Validação e Caracterização da Nova Espécie

A validação da Moraxella tarda seguiu rigorosos parâmetros taxonômicos internacionais, incluindo o depósito de amostras em coleções microbiológicas de referência na Bélgica e Portugal. O estudo começou com coletas de campo na Embrapa Pecuária Sul, no Rio Grande do Sul, e prosseguiu com análises detalhadas em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Impacto na Produção e Saúde Animal

A descoberta levanta novas hipóteses sobre o papel do gênero Moraxella na ceratoconjuntivite, sugerindo que a presença dessa nova espécie pode influenciar a eficácia de vacinas existentes. Isso pode resultar em vacinas mais abrangentes e estratégias de manejo aprimoradas para controlar a doença.

Entendendo a Ceratoconjuntivite Infecciosa Bovina

A CIB é uma doença ocular que afeta principalmente bezerros de raças taurinas, causando inflamação e úlceras na córnea. Historicamente, a Moraxella bovis foi considerada a principal causadora, mas estudos recentes revelam uma complexidade microbiana maior, incluindo a Moraxella oculi, identificada pela primeira vez no Brasil.

Avanços em Pesquisa e Diagnóstico

Pesquisas em andamento, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, visam mapear a diversidade bacteriana e desenvolver testes de diagnóstico rápido. A Embrapa também trabalha em tecnologias de seleção genética para identificar animais mais resistentes à doença.

Próximos Passos nas Investigações Genéticas

Os próximos passos incluem a avaliação de modelos laboratoriais para estudos genéticos, substituindo testes invasivos por cultivos de córneas de frigoríficos. Essa abordagem inovadora permite analisar a interação entre a bactéria e as células oculares, contribuindo para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos mais eficazes.

Fonte: poder360.com.br

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