Movimentações das Taxas de DI: Alta nas Longas e Estabilidade nas Curtas

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Camille Bocanegra

Na última sexta-feira, o mercado financeiro apresentou um comportamento misto em relação às taxas de DI, com as taxas longas registrando alta enquanto as curtas permaneceram praticamente estáveis. Essa movimentação ocorreu em um dia relativamente tranquilo, onde os investidores reagiram brevemente a declarações do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.

Reações ao Mercado e a Fala de Guilherme Mello

Durante a tarde, as taxas de DI para janeiro de 2028 estavam em 12,670%, ligeiramente abaixo do ajuste anterior de 12,675%. Em contraste, a taxa do DI para janeiro de 2035 subiu para 13,51%, um aumento de 7 pontos-base em relação a 13,442%. A fala de Mello, que declarou não ter recebido um convite formal para uma diretoria do Banco Central, inicialmente gerou uma resposta positiva no mercado, mas essa reação não se sustentou ao longo do dia.

Revisões de Projeções Econômicas

No mesmo dia, a Secretaria de Política Econômica (SPE) revisou suas projeções de crescimento econômico, aumentando a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 de 2,2% para 2,3%. Para 2026, a projeção também foi ajustada, caindo de 2,4% para 2,3%. Além disso, a previsão de inflação para este ano foi elevada de 3,5% para 3,6%, sinalizando uma necessidade de atenção ao cenário econômico.

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Expectativas sobre a Política Monetária

Os investidores estão especialmente atentos à possibilidade de mudanças na política de juros, considerando que Mello possui um perfil econômico que poderia favorecer uma abordagem mais branda na gestão do Banco Central. Na coletiva, ele mencionou que vê espaço para cortes na taxa Selic, que atualmente está em 15% ao ano, embora tenha se esquivado de fazer previsões concretas sobre os próximos passos.

Perspectivas para o Ciclo de Cortes da Selic

Com a aproximação da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os operadores estão precificando uma alta probabilidade de cortes na Selic a partir de março. Dados recentes indicam 64% de chance de uma redução de 50 pontos-base, enquanto 24% apostam em um corte de 25 pontos-base. A expectativa por uma mudança é um reflexo das recentes declarações e da análise do cenário econômico atual.

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Movimentações no Mercado Internacional

No cenário internacional, a estabilidade dos rendimentos dos Treasuries também influenciou as movimentações locais. O rendimento do Treasury de dez anos mantinha-se em 4,21%, servindo como referência global para decisões de investimento. Essa estabilidade no exterior contrasta com as incertezas que permeiam o mercado interno, especialmente em relação às futuras diretrizes econômicas.

Considerações Finais

Em suma, o dia foi marcado por um equilíbrio entre estabilidade nas taxas curtas e alta nas longas, refletindo tanto as reações a declarações de figuras-chave da economia quanto a revisões de projeções. À medida que o mercado se prepara para possíveis cortes na Selic e avalia as implicações das políticas do novo governo, a atenção se volta para as reuniões do Copom e as diretrizes econômicas futuras.

Fonte: https://www.infomoney.com.br