O governo brasileiro decidiu que não haverá redução nos juros do programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV), mesmo diante da expectativa de queda na taxa Selic ao longo deste ano. A declaração foi feita pelo Ministro das Cidades, Jader Filho, durante um evento no BNDES, reafirmando a posição do governo sobre a manutenção das taxas atuais.
Taxas de Juros em Níveis Históricos
Atualmente, os juros do MCMV estão em suas mínimas históricas, com 4% ao ano para famílias que ganham até R$ 2.850 nas regiões Norte e Nordeste e 4,25% nas demais áreas do país. Jader Filho enfatizou que as taxas já estão ajustadas para atender às necessidades da população, destacando que não existem planos para novas reduções. Ele argumentou que a taxa vigente é suficiente para promover o acesso à habitação para as famílias brasileiras.
Expectativas para o Futuro do Programa
O Ministério das Cidades projeta a assinatura de 1 milhão de novos contratos do MCMV ainda este ano, com a meta de manter esse nível até 2027. A expectativa é que, ao final do mandato, o número total de contratos assinados chegue a 3 milhões, refletindo um compromisso do governo com a expansão do acesso à moradia.
Visão do Banco Central sobre Política Monetária
O presidente do Banco Central, Galípolo, também comentou sobre a situação econômica atual, afirmando que a palavra-chave neste momento é 'calibragem'. Ele defendeu que a abordagem deve ser cautelosa, sem pressa para realizar cortes nas taxas de juros, e destacou que a redução da Selic, quando ocorrer, não necessariamente implicará em diminuições automáticas nas taxas de juros de programas como o MCMV.
Conclusão
Com a manutenção das taxas de juros do Minha Casa Minha Vida, o governo busca garantir a sustentabilidade do programa habitacional, mesmo em um cenário de ajustes na política monetária. A expectativa de crescimento no número de contratos indica um esforço contínuo para atender a demanda habitacional no Brasil, refletindo a prioridade do governo em facilitar o acesso à moradia para as famílias de menor renda.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








