O minidólar (WDOH26) encerrou a última sessão em 5.216,5 pontos, apresentando uma queda de 0,46%. Essa movimentação reflete o enfraquecimento do dólar no cenário internacional, impulsionado por um ambiente global que favorece ativos de risco. O desempenho positivo das bolsas nos Estados Unidos, Europa e Japão, aliado ao fluxo de investimentos em mercados emergentes, contribuiu para essa desvalorização da moeda americana.
Fatores que Influenciam o Mercado
A queda do dólar foi acentuada pela perda de valor em relação ao iene, euro e libra. Esse movimento ocorre em um contexto de expectativas em torno de dados essenciais, como inflação, varejo e emprego nos Estados Unidos, que serão divulgados ao longo da semana. Esses indicadores são fundamentais para a análise do comportamento da moeda americana e suas repercussões no mercado financeiro.
Dinâmica do Mercado Doméstico
No Brasil, a entrada significativa de capital estrangeiro, impulsionada pela emissão de títulos do Tesouro no exterior, tem sustentado a valorização do real. Esse cenário foi acompanhado por uma alta superior a 1% do Ibovespa, demonstrando um apetite crescente por risco entre os investidores. O diferencial de juros no país continua a favorecer operações de carry trade, mesmo com a expectativa de cortes graduais na taxa Selic a partir de março.
Análise Técnica do Minidólar
No gráfico intraday, o minidólar apresentou uma recuperação ao longo do dia, encerrando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que sugere uma tentativa de estabilização. No entanto, ainda não há uma confirmação de reversão de tendência. Para que o ativo retome sua trajetória de alta, será necessário um volume comprador robusto que consiga romper a resistência situada entre 5.219 e 5.232,5 pontos.
Níveis de Suporte e Resistência
Caso a resistência seja superada, o mercado poderá buscar novas metas em 5.247,5 a 5.257 pontos, com a possibilidade de extensão para 5.278,5 a 5.291,5 pontos. Por outro lado, a perda do suporte em 5.211,5 a 5.205,5 pontos poderá reativar o fluxo vendedor, com potencial de queda para 5.195 a 5.171 pontos, e um alvo mais distante na região de 5.153 a 5.136 pontos.
Perspectivas para o Futuro
No gráfico diário, o minidólar fechou em território negativo, embora tenha formado um padrão de martelo, que, se validado, poderá indicar um repique técnico a curto prazo. Para uma recuperação firme, o ativo precisará superar os níveis de 5.233,5 a 5.278,5 pontos, o que abriria espaço para novas altas em direção a 5.314 a 5.370 pontos. Por outro lado, se a tendência de baixa persistir, a quebra do suporte em 5.195 a 5.153,5 pontos poderá direcionar os preços para níveis mais baixos, como 5.111 a 5.031 pontos.
Conclusão
A movimentação do minidólar está intimamente ligada às expectativas em relação à inflação e outros dados econômicos dos Estados Unidos, bem como ao fluxo de capital no mercado brasileiro. A análise técnica sugere que a próxima semana poderá ser decisiva para determinar a tendência de curto e médio prazo do ativo. Investidores devem manter atenção redobrada aos níveis de suporte e resistência, além dos indicadores que possam impactar o comportamento da moeda.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








