O governo dos Estados Unidos anunciou um aumento significativo em seu investimento na única mina de terras raras em operação no Brasil. Este movimento estratégico visa fortalecer a cadeia de suprimentos americana e reduzir a dependência da China para esses minerais cruciais.
Investimento estratégico em terras raras
A administração dos EUA elevou seu aporte de US$ 500 milhões para US$ 750 milhões na mineradora Serra Verde, localizada em Goiás. Este investimento faz parte de um acordo maior, avaliado em US$ 2,8 bilhões, para adquirir a produção inicial de quatro minerais estratégicos por um período de 15 anos. Essa ação reflete a intenção dos EUA de criar alternativas à hegemonia chinesa no setor de terras raras.
Detalhes da operação financeira
A USA Rare Earth, empresa listada na Nasdaq, anunciou a conclusão dos arranjos para a compra da Fase 1 de produção da Serra Verde. A operação foi realizada por meio de uma sociedade de propósito específico (SPV), que recebeu uma capitalização de US$ 1,55 bilhão. O Departamento de Guerra dos EUA se comprometeu com um investimento de US$ 750 milhões na SPV, superando o valor inicialmente previsto em US$ 250 milhões.
Cláusulas de garantia de compra
O acordo inclui cláusulas de “take or pay” e preços mínimos, essenciais para o desenvolvimento de uma cadeia de valor integrada no segmento de terras raras. Essas garantias são fundamentais para a fusão entre a USA Rare Earth e a Serra Verde, permitindo à mineradora brasileira acesso a novas capacidades ao longo da cadeia produtiva.
Perspectivas de produção
Inicialmente, a produção anual da mina será de até 6.400 toneladas de óxidos totais de terras raras até 2027, com potencial para dobrar antes do final da década. Embora a operação se concentre na extração mineral, a parceria oferece à Serra Verde oportunidades de expansão e inovação tecnológica.
Para mais informações sobre o mercado de terras raras, acesse BBC Business.
Fonte: jc.uol.com.br
