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Mendonça desconfia de diretor da PF por proximidade com Lula, aponta relatório

Mendonça desconfia de diretor da PF por proximidade com Lula, aponta relatório

Relatórios de inteligência da Polícia Federal indicam que o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, expressou desconfiança em relação ao diretor da corporação, Andrei Rodrigues, devido a uma suposta “proximidade inadequada” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o documento, Mendonça considerava afastar Andrei do cargo.

Decisão de Alexandre de Moraes e suas implicações

As declarações de Mendonça foram divulgadas em um documento associado a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, que criticou seu colega de corte. Moraes solicitou a investigação de Mendonça no inquérito das fake news por abuso de autoridade. O documento da PF defende Andrei Rodrigues, ressaltando que o cargo de diretor-geral da PF é de provimento pelo Presidente da República, conforme a Lei nº 9.266/1996.

Desconfiança de Mendonça se estende a outras figuras

Além de Rodrigues, Mendonça também demonstrou desconfiança em relação ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, devido à sua proximidade com o ministro Gilmar Mendes. O ministro Alexandre de Moraes solicitou que o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, tomasse providências diante dos indícios de improbidade administrativa e crime de responsabilidade por parte de Mendonça.

Investigações e acusações contra Mendonça

Alexandre de Moraes acusa Mendonça de usurpar a direção de inquéritos relacionados a fraudes no INSS e no Banco Master, alegando que ele conduziu as investigações de forma tendenciosa. Moraes também mencionou a decisão de Mendonça de retirar o sigilo de investigações que envolvem o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, sugerindo que Mendonça agiu por motivos pessoais e políticos.

Contexto do inquérito das fake news

O inquérito das fake news foi iniciado em 2019 por determinação do então presidente do STF, Dias Toffoli, e tem Alexandre de Moraes como relator. Este inquérito, ainda em andamento e sob sigilo, é visto como uma ferramenta da Corte para se defender de críticas. Gilmar Mendes, ministro decano do STF, defendeu a continuidade do inquérito até as eleições.

O gabinete do ministro André Mendonça foi procurado para comentar a decisão de Moraes, mas ainda não respondeu. A reportagem será atualizada caso haja manifestação.

Fonte: poder360.com.br

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