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Pesquisa destaca machismo no futebol e aumento da violência em dias de jogos

Pesquisa destaca machismo no futebol e aumento da violência em dias de jogos

À medida que o Brasil se prepara para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027, uma pesquisa recente revela que o machismo ainda é uma questão persistente no futebol, e que a violência contra mulheres aumenta em dias de jogos. O estudo, realizado pela Hibou Pesquisas e Insights em parceria com a Red é de Sangue, destaca a percepção dos brasileiros sobre esses problemas.

Machismo no futebol e obstáculos para mulheres

De acordo com a pesquisa, a maioria dos brasileiros reconhece que o machismo está presente no futebol, dificultando o acesso das mulheres ao esporte. Enquanto 86% da população discorda da afirmação de que “futebol é coisa de homem”, esse índice cai para 65% entre os homens. Além disso, 91% discordam que o lugar da mulher seja apenas na torcida.

Aumento da violência em dias de jogos

Quase oito em cada dez entrevistados afirmam já conhecer ou não se surpreender com estudos que apontam o aumento da violência contra mulheres em dias de jogos. Entre os fatores citados para esse aumento estão o consumo excessivo de álcool (71%), a falta de educação e respeito (57%) e a misoginia estrutural (53%).

Interesse limitado no futebol feminino

Apesar do crescente reconhecimento do futebol feminino, o interesse do público ainda é limitado. Apenas 2% dos entrevistados acompanham regularmente a modalidade, enquanto 22% assistem ocasionalmente. A pesquisa também indica que 68% dos entrevistados acreditam que o futebol feminino é desvalorizado por preconceito de gênero.

Resistência enfrentada por mulheres no futebol

Mulheres que atuam como árbitras, narradoras e torcedoras ainda enfrentam resistência significativa. Noventa por cento dos entrevistados concordam que árbitras enfrentam mais pressão e desrespeito do que seus colegas homens. Além disso, 79% afirmam que homens questionam mais o conhecimento de futebol das mulheres.

A pesquisa destaca que 70% dos brasileiros acreditam que a rejeição às narradoras esportivas está relacionada ao machismo, evidenciando a necessidade de mudanças culturais para promover a igualdade de gênero no esporte.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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