Durante o debate da TV Globo na noite de sexta-feira, 23 de outubro, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trouxe à tona o caso de Ana Clara, uma menina de cinco anos que perdeu a vida em 2021, vítima de uma bala perdida em Niterói, Rio de Janeiro. O episódio foi um dos temas centrais do encontro entre os candidatos.
Relembrando o caso Ana Clara
Lula destacou o caso de Ana Clara para questionar o papel do senador Flávio Bolsonaro (PL) no episódio. O suspeito de ter disparado a bala que matou a menina é Bruno Dias Delarolli, cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A campanha de Lula alega que Flávio atuou como advogado do policial, o que gerou críticas do presidente.
“Por que um senador evita que um policial assassino, que era para ser julgado, não fosse julgado? O que leva um senador a defender um policial que deu tiro de fuzil numa menina de 5 anos?”, questionou Lula durante o debate.
Flávio Bolsonaro responde às acusações
Em resposta, Flávio Bolsonaro afirmou que a morte de Ana Clara ocorreu durante uma “troca de tiros” e expressou seu desejo de descobrir o verdadeiro autor do disparo, pois acredita que o tiro não partiu do policial militar. “Quero prestar minha solidariedade, foi uma tragédia, não consigo imaginar o que é perder uma filha de 5 anos”, disse Flávio.
Ele ainda completou: “Quero ajudar a senhora [mãe de Ana Clara] a descobrir quem foi autor desse disparo, porque acredito que não tenha sido esse policial”.
Último debate antes do segundo turno
O debate desta sexta-feira foi o último entre os candidatos antes do segundo turno das eleições de 2026, que ocorrerá no próximo domingo, 25 de outubro. O encontro serviu como uma plataforma para os candidatos apresentarem suas posições e responderem a questões críticas, como o caso Ana Clara, que continua a gerar controvérsias e debates acalorados.
O caso de Ana Clara e a atuação de Flávio Bolsonaro no episódio são temas que têm gerado discussões intensas no cenário político brasileiro, especialmente em um momento tão próximo das eleições.
Fonte: cnnbrasil.com.br
