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Lula anuncia criação de Ministério da Segurança após PEC ser aprovada

Lula anuncia criação de Ministério da Segurança após PEC ser aprovada

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública foi aprovada pelo Senado nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou a Casa Alta pela aprovação e reafirmou sua intenção de criar o Ministério da Segurança Pública. Em sua publicação na rede social X, Lula destacou a importância de focar em inteligência, planejamento e cooperação com estados e municípios para combater facções criminosas e milícias.

Compromisso com a segurança pública

Lula enfatizou que a criação do novo ministério visa garantir o direito dos brasileiros de viverem com tranquilidade. “Vamos somar a esse avanço a criação do Ministério da Segurança Pública, com foco em inteligência, planejamento e cooperação com estados e municípios para enfrentar as facções e as milícias. O povo brasileiro tem o direito de trabalhar, voltar para casa e viver com tranquilidade. Garantir esse direito é um compromisso do Governo do Brasil”, afirmou o presidente.

Contexto eleitoral e lema de campanha

O lema “Para o cidadão proteção. Para o bandido, prisão” foi lançado em 7 de outubro, logo após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Após um resultado desfavorável nas urnas, em que Lula ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro, a campanha do presidente recalculou a rota e adotou um tom mais duro em relação à segurança pública.

Detalhes da PEC da Segurança Pública

A PEC, apresentada pelo ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, busca redefinir as atribuições e fortalecer a cooperação entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Entre as principais medidas estão:

  • Susp na Constituição – inclusão do Sistema Único de Segurança Pública no texto constitucional para integrar as ações policiais de todas as esferas de governo;
  • Repasses garantidos – obrigatoriedade do repasse de 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) aos estados e ao DF;
  • Novas atribuições da PRF – ampliação da atuação da Polícia Rodoviária Federal para realizar patrulhamento ostensivo em ferrovias e hidrovias federais;
  • Polícia penal e execução penal – estruturação na Constituição da execução penal e reforço do papel da Polícia Penal no controle de custódias;
  • Punição a facções – estabelecimento de regras mais severas para integrantes de milícias e organizações criminosas, vedando benefícios como progressão de regime, saída temporária, liberdade provisória e livramento condicional;
  • Expropriação de bens – determinação da apreensão e perda de bens e valores decorrentes de atividades ilícitas, destinando o dinheiro arrecadado a fundos específicos de segurança.

Como se trata de uma emenda constitucional, o texto não necessita de sanção presidencial e segue para promulgação pelas Mesas da Câmara e do Senado.

Fonte: poder360.com.br

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