Lideranças do PL e União se Mobilizam Contra Votação da Escala 6×1 no Congresso

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Bandeira do Brasil à frente do prédio do Congresso Nacional, em Brasília 01/08/2025 REUTERS/Ad...

Os líderes do Partido Liberal (PL) e do União Brasil, Valdemar da Costa Neto e Antônio Rueda, expressaram preocupação com a proposta que visa o fim da escala de trabalho 6×1 no Congresso Nacional. Durante um jantar promovido pelo Esfera Brasil em São Paulo, ambos destacaram que a possibilidade de aprovação do projeto é elevada e, por isso, pretendem trabalhar para evitar que a proposta seja votada antes das próximas eleições.

Preocupações com o Setor Produtivo

Antônio Rueda articulou sua posição pessoal contra o projeto, argumentando que sua implementação traria ônus ao setor produtivo e resultaria em inflação. Ele enfatizou a dificuldade que parlamentares em busca de reeleição enfrentariam ao votarem contra a proposta, pois isso poderia custar-lhes votos. Rueda ressaltou a necessidade de estratégia para adiar a votação, sugerindo que a proposta fosse 'barrigada' na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

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Estratégias para Evitar a Votação

Valdemar da Costa Neto também se manifestou sobre o tema, afirmando que seria complicado para os parlamentares que votassem contra a medida. Ele pediu uma mobilização do setor empresarial para exercer pressão sobre os deputados, enfatizando que a votação da proposta representaria um grande desafio para o setor produtivo. Para ele, a prioridade deve ser manter a proposta fora da pauta na CCJ, onde a verdadeira batalha por sua aprovação ou rejeição ocorrerá.

Movimento em Favor da Proposta

Contrapõe-se a essa mobilização a atuação do presidente Lula, que tem pressionado para que a proposta do fim da escala 6×1 seja apreciada com urgência. O presidente da Câmara, Hugo Motta, já se mostrou favorável à prioridade desse tema e anunciou que o relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) será designado em breve. A intenção é unir os textos de diferentes parlamentares que propõem a revisão da jornada de trabalho semanal, buscando uma abordagem mais moderna e flexível.

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Expectativas para o Futuro

Com a pressão crescente de ambos os lados, o cenário no Congresso se torna cada vez mais polarizado. Enquanto os líderes do PL e do União tentam mobilizar apoio para barrar a votação, o governo se esforça para garantir que a proposta avance. O desfecho desse embate poderá ter repercussões significativas não apenas para a dinâmica política, mas também para o futuro do mercado de trabalho e a vida dos trabalhadores no Brasil.

Fonte: https://www.infomoney.com.br