O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou a expectativa de realizar, no último bimestre deste ano, o primeiro leilão de gás natural pertencente à União. A iniciativa visa ofertar o combustível a valores entre US$ 5 e US$ 5,25 por milhão de BTU, significativamente abaixo dos preços atuais que podem chegar a US$ 14.
Nova política para o mercado de gás natural
Durante coletiva após a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), Silveira destacou a aprovação de uma nova política de comercialização do gás natural. Esta política estabelece dois modelos de leilão, conduzidos pela Pré-Sal Petróleo (PPSA): um de curto prazo e outro de longo prazo.
Objetivos dos leilões de curto e longo prazo
Os leilões de curto prazo têm como meta atender a demanda de usinas termelétricas, enquanto os contratos de longo prazo buscam garantir uma oferta competitiva e previsível para a indústria brasileira. “Vai ter leilões de curto prazo para servir, inclusive, às termelétricas, e os de longo prazo para servir à indústria nacional”, afirmou Silveira.
Impacto na indústria nacional
A resolução do CNPE prevê que os leilões de curto prazo ocorram entre 2026 e 2030, com ofertas de longo prazo a partir de 2030. O gás será destinado principalmente a setores intensivos no uso do insumo, como as indústrias química, petroquímica, de fertilizantes e siderúrgica.
Administração e comercialização pela PPSA
Silveira ressaltou que a nova estrutura dará à PPSA melhores condições para administrar e comercializar o gás da União, permitindo que o recurso seja leiloado a preços mais competitivos. “A preocupação não é a arrecadação. É um fruto importante também, mas a preocupação é aumentar a competitividade da indústria”, concluiu o ministro.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
