Justiça do Rio de Janeiro Determina Indenização a Viúva de Marielle Franco

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(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro proferiu uma decisão significativa ao condenar Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, responsáveis pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ao pagamento de indenização à viúva de Marielle, Mônica Benício. Este veredito marca um passo importante na luta por justiça em um caso que chocou o país.

Detalhes da Indenização

Em sua decisão, o juiz determinou que os réus paguem R$ 200 mil a título de danos morais, além de uma pensão mensal correspondente a dois terços dos rendimentos de Marielle, que inclui 13º salário e férias com um terço adicional. A pensão será paga desde a data do crime, ocorrido em março de 2018, até o limite da expectativa de vida de Marielle, estimada em 76 anos, ou até o falecimento de Mônica.

Reembolso de Despesas e Reconhecimento Simbólico

Além da indenização, a decisão também assegurou o reembolso de despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas que Mônica venha a ter, as quais serão apuradas em fase de liquidação. Mônica Benício se manifestou sobre a decisão, enfatizando seu caráter simbólico e a importância da responsabilização dos mandantes do crime. Ela destacou que a luta por justiça transcende questões financeiras, representando uma busca por reconhecimento e reparação pela perda trágica.

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Investigação sobre os Mandantes do Crime

As investigações policiais apontam para a participação de mandantes no assassinato de Marielle. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão são suspeitos de terem encomendado o crime, com o envolvimento do ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, que teria planejado e dificultado a investigação do caso. A situação dos mandantes está sendo analisada em uma ação que tramita no Supremo Tribunal Federal, com uma audiência agendada para o dia 24 de fevereiro.

O Papel dos Acusados e a Conexão com Milícias

A delação premiada de Ronnie Lessa revela que os irmãos Brazão e Barbosa atuaram como mandantes do crime, com Rivaldo Barbosa supostamente envolvido nos preparativos da execução. Ronald Alves de Paula, um major da polícia militar, e Robson Calixto, ex-policial militar, também são acusados de participações cruciais, incluindo a vigilância da rotina de Marielle e a entrega da arma utilizada no crime. As investigações indicam que o assassinato foi motivado pela oposição de Marielle aos interesses dos irmãos Brazão, envolvidos em questões agrárias controladas por milícias no Rio de Janeiro.

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Conclusão

A condenação dos assassinos de Marielle Franco representa um momento significativo na busca por justiça e reconhecimento das injustiças enfrentadas. A decisão do Tribunal de Justiça não apenas garante uma compensação financeira à viúva, mas também ressalta a necessidade de uma responsabilização mais ampla, que abranja os mandantes e todos os envolvidos no crime. A luta por justiça continua, refletindo a determinação de Mônica Benício e de muitos outros que buscam um Brasil mais justo e democrático.

Fonte: https://www.infomoney.com.br