O JPMorgan recentemente ajustou suas previsões para a Embraer (EMBJ3), refletindo um otimismo renovado após os resultados do quarto trimestre de 2025. O banco elevou seu preço-alvo para as ações da empresa, passando de US$ 80 para US$ 84 por ADR (recibo de ações negociadas nos EUA) e de R$ 108 para R$ 109 por ação no Brasil.
Ajustes nas Projeções e Impacto da Eve
Esse novo preço-alvo sugere um potencial de valorização de aproximadamente 30%. Considerando a participação da Embraer na Eve, sua subsidiária focada na produção de aeronaves urbanas elétricas, o valor justo das ações pode alcançar US$ 94 por ADR ou R$ 122 por ação. A Eve, com um preço-alvo de US$ 7 por ação, adicionaria cerca de US$ 10 ao valor de cada ADR, ou R$ 13 por ação.
Avaliação e Comparação com Concorrentes
Segundo o JPMorgan, o incremento de 5% no preço-alvo se baseia principalmente na avaliação por soma das partes. Isso ocorre em um contexto onde os múltiplos das empresas comparáveis continuam a crescer, enquanto a estimativa de fluxo de caixa descontado se manteve estável. O banco recomenda uma posição overweight para as ações da Embraer, observando que elas estão sendo negociadas a 10,2 vezes o EV/Ebitda para 2026 e 7,4 vezes para 2027, valores que estão abaixo da média de seus concorrentes.
Fatores Catalisadores e Perspectivas de Curto Prazo
Entre os catalisadores de curto prazo, o JPMorgan destaca a possibilidade de a margem Ebit para 2026 superar as estimativas se as tarifas dos EUA permanecerem zeradas. Nesse cenário, a margem poderia variar entre 9,6% e 10,1%, superando tanto a previsão do banco quanto o consenso do mercado. Além disso, o banco vê potencial para novos pedidos significativos, como mais de 200 unidades do E175 no segmento comercial e cerca de 60 aeronaves C-390 no setor de defesa na Índia.
Desafios e Riscos Potenciais
Apesar do otimismo, o JPMorgan observa que o desempenho recente das ações da Embraer foi impactado pela realização de lucros após uma alta considerável desde dezembro, além de uma previsão de entregas no segmento comercial que não atendeu às expectativas. Embora a empresa tenha superado suas próprias metas de margem Ebit, o mercado parece estar reagindo cautelosamente às projeções para 2026.
Conclusão: Uma Visão Esperançosa
Em resumo, o JPMorgan mantém uma visão positiva sobre a Embraer, mesmo reconhecendo os riscos associados ao crescimento da margem Ebit. Com uma robusta carteira de pedidos de cerca de US$ 31 bilhões, que pode se expandir para US$ 50 bilhões, as perspectivas de receita parecem promissoras. No entanto, a ausência de novos anúncios relevantes ou a falha nas negociações com a Índia podem impactar a confiança do mercado, exigindo atenção dos investidores.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








