Em um movimento que intensifica as tensões no Oriente Médio, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que as forças armadas israelenses realizaram ataques a fábricas petroquímicas no Irã, além de destruírem uma parte significativa da capacidade de produção de aço do país persa. Netanyahu justificou os ataques afirmando que essas indústrias financiam atividades terroristas contra Israel e o mundo.
Impactos dos ataques e reações internacionais
Os ataques israelenses foram seguidos por relatos de bombardeios próximos à usina nuclear de Bushehr, no sudoeste do Irã. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) expressou preocupação, pedindo contenção para evitar acidentes nucleares. A estatal russa Rosatom, responsável pela usina, iniciou a evacuação de funcionários, alertando sobre o aumento do risco de um acidente nuclear.
Resposta do Irã e condenação da Rússia
O governo iraniano, por meio do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, alertou sobre os riscos significativos dos ataques para a região do Golfo. A Rússia condenou veementemente as ações de Israel e dos EUA, exigindo a cessação imediata dos ataques às instalações nucleares iranianas.
Declarações dos EUA e ameaças de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que líderes militares iranianos foram eliminados em um ataque em Teerã, embora não tenha fornecido detalhes adicionais. Em tom ameaçador, Trump estabeleceu um ultimato ao Irã sobre o Estreito de Ormuz, exigindo um acordo em 48 horas para evitar um confronto direto.
Reações e apelos por contenção
O ex-diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, fez um apelo público por contenção, criticando as ameaças de Trump. O comando militar iraniano respondeu com dureza, prometendo retaliação em caso de novos ataques. A situação no Estreito de Ormuz permanece tensa, com o prazo para um acordo se esgotando.
O cenário atual destaca a fragilidade das relações no Oriente Médio e o risco de escalada militar, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação os desenvolvimentos.
Para mais informações, consulte a Al Jazeera.
Fonte: jc.uol.com.br




